sexta-feira, 24 de outubro de 2014

7 idéias que aproximam crianças da política e da cidadania

Às vésperas das eleições, a política parece estar em todo o lugar. No entanto, para aqueles com menos de 18 anos, a questão fica um pouco mais distante, como algo apenas para os adultos. Reduzir este distanciamento e desenvolver a cidadania das crianças e adolescentes é um dos desafios postos à educação, uma vez que a participação e o exercício político faz parte do desenvolvimento integral das pessoas.

Estimular e desenvolver o espírito crítico, a consciência política e o desejo de participação nas questões decisórias da sociedade são tarefas que extrapolam os muros das escolas e demandam apoio de outros atores e setores. O Centro de Referências em Educação Integral listou 7 iniciativas em que escolas se apoiaram em outros atores para fortalecer o desenvolvimento da cidadania de crianças e adolescentes. Confira!

1. Tribunal Regional Eleitoral (DF) entra nas escolas
Com programas voltados a estudantes desde o primeiro ano do ensino fundamental até o ensino médio, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal busca sensibilizar para a importância da cidadania e da participação política. O projeto “Inclusão Social desde a Infância”, voltado a crianças do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, busca o desenvolvimento de valores ligados à cidadania. Por meio de um teatro de fantoches, personagens folclóricos assumem bandeiras e pedem voto aos estudantes, que posteriormente elegem a proposta mais interessante.

Na fase seguinte, do 6º ao 9º ano, os alunos são convidados a comporem partidos e pensarem políticas públicas ligadas a um determinado tema, como drogas, violência doméstica, bullying e exploração sexual infantil. Para os adolescentes do ensino médio, a iniciativa do TRE busca também estimular o despertar de lideranças tanto para o grêmio quanto para a política. No programa “Eleitor do futuro”, o TRE também apoia a realização das eleições para o grêmio.

2. Projeto Eleitor Mirim
A cada ano, o plenário da Câmara dos Deputados é tomado por estudantes do 5º ao 9º ano, que ocupam os lugares dos deputados federais e debatem propostas para a melhoria de suas realidades. É o Projeto Eleitor Mirim do Plenarinho, iniciativa da Câmara em parceria com escolas de todo o país. Após o período de inscrição, são escolhidas cinco escolas, que então ficam responsáveis por criar um partido com candidato e programa definido. Na atual edição, quatro escolas irão à Brasília com candidatos fictícios que irão apresentar e debater suas propostas. Os projetos selecionados serão divulgados no dia 23 de setembro e a ida à Brasília será dia 30 de outubro. A iniciativa que ocorre há oito anos já teve sete propostas apadrinhadas pelos deputados e transformadas em projetos de lei.

3. Prêmio Crianças do Mundo 
Anualmente, crianças e adolescentes de todo o globo se mobilizam para eleger uma personalidade de destaque na defesa de seus direitos. A partir de indicações de organizações sociais, um júri formado por pessoas com menos de 18 anos elege três candidatos que serão votados por crianças de todo o mundo. O processo de eleição é precedido por formações sobre direitos, participação social e democracia, e por debates sobre a atuação dos candidatos. Os votos são enviados à organização na Suécia que contabiliza. A iniciativa envolve 110 países [entre eles o Brasil] e quase 60 mil escolas.

4. Câmara Mirim de Joinville 
Desde 2000, a Câmara Municipal de Joinville (SC) abre espaço para os estudantes do 5º ao 7º ano do ensino fundamental debater propostas para suas escolas e comunidades. As atividades têm início com o processo eleitoral dentro de cada escola, com os alunos interessados se candidatando e fazendo campanha com suas propostas. O estudante com mais votos junta-se aos escolhidos pelas outras escolas e passa por uma formação na Escola do Legislativo da Câmara de Joinville. Juntos, os vereadores mirins debatem iniciativas de melhorias da realidade e, após chegarem a um consenso, enviam a proposta aos órgãos responsáveis. Uma das propostas que foram levadas adiante pela prefeitura foi a instalação de laboratórios nas escolas e de melhoria em espaços escolares.

5. Conselho Municipal de Meninos e Meninas de Toulouse, na França
Nesta iniciativa francesa, participam crianças do 4º ano da educação primária (entre 9 e 10 anos de idade) que são eleitas pelos seus colegas para um mandato de dois anos. O Conselho Municipal é subdividido em conselho distritais, garantindo a diversidade da cidade. A partir de suas comunidades, as crianças identificam as necessidades, formulam projetos e levam ao Conselho Municipal. Já foram propostas ações como a criação de comissões regionais para pessoas com dificuldade de locomoção e deficiências físicas e a instalação de centros de empréstimo de bicicletas próximas às escolas, com a possibilidade de crianças utilizarem o serviço sem a presença dos pais.

6. Orçamento participativo criança em Santo André (SP)
No município paulista, crianças do ensino infantil e fundamental são convidadas a contribuir nos debates do orçamento participativo da cidade. Cada escola elege seus representantes mirins que irão participar das audiências do orçamento participativo. No entanto, antes de participar das reuniões, as crianças identificam em suas escolas e bairros demandas e problemas para poder pleitear ações e soluções. Em 2014, foram realizadas 66 propostas pelas crianças.

7. Conferências Lúdicas de Pinheiros
Com o intuito de efetivamente dar espaço à voz de crianças e adolescentes, as conferências lúdicas trazem um formato diferente de debate. Por meio de oficinas, crianças e adolescentes constroem suas propostas em relação a diferentes temas de interesse coletivo, como meio ambiente e sexualidade, que são então levadas até a conferência nacional. Na região de Pinheiros na capital paulista, a conferência em 2011 reuniu cerca de 300 jovens que puderem participar de 13 oficinas temáticas.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Dica de Leitura: Marcelo, Marmelo, Martelo

Marcelo, Marmelo, Martelo e Outras Histórias, de Ruth Rocha
e ilustrações de Adalberto Cornavaca, (Editora Salamandra)



O livro tem três histórias: Marcelo, Marmelo, Martelo, Teresinha e Gabriela e Os Donos da Bola. Nelas, os leitores conhecem crianças que se deparam com reveses comuns no universo infantil, como a dificuldade de diálogo entre adultos e crianças. Os desenhos expressam a vivacidade e inocência que envolvem estas lições.

Veja um trecho do livro abaixo:


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Dica de Passeio: Parque do Mirante

A área do Mirante foi desapropriada em 1895. Apesar disso, a atual construção que conhecemos surgiu apenas em meados dos anos sessenta, na gestão do prefeito Salgot Castillon. Sem dúvida, é um dos pontos preferidos para visitação, tanto pelos turistas quanto pelos moradores da cidade, devido á visão privilegiada que se tem do rio, do salto, da Rua do Porto e da cidade.



Considerado um pequeno bosque formado por árvores nativas e vegetação típica, possui alamedas que permitem caminhadas agradáveis e apreciação do seu interior, que retrata a história de Piracicaba. Um painel confeccionado em mosaico da artista Clemência Pizzigatti também faz parte de seu atrativo turístico pela sua beleza e riqueza de detalhes históricos que são retratados.





O Parque do Mirante contorna toda a extensão do Salto, proporcionando uma visão panorâmica da cachoeira "Véu da Noiva" e das curvas do rio. Recentemente o parque foi restaurado e revitalizado.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Receitinhas: Fast Food do Bem - Dra. Jackeline Taglieta

Você tem criança em casa que não pode ver um “verdinho” no prato que já não come todo o restante da comida? Ou sua criança come bem verduras e legumes mas você quer incrementar e deixar a comida do dia-a-dia mais atrativa aos olhos dela? Confira essas receitas de “Fast Foods” que as crianças adoram e nem dirão “eca” para o espinafre, abobrinha e cogumelos que terão acabado de comer! Ah, os adultos podem se deliciar também junto às crianças!! Bom apetite e ótima saúde para toda família!!

NUGGETS DE TOFU
(com espinafre ou brócolis)

Ingredientes
1 xícara (chá) de farinha de rosca integral
1 colher (sopa) de linhaça moída
1 colher (sopa) de parmesão ralado light
½ colher (chá) de páprica
1 xícara (chá) de espinafre cozido e amassado até virar purê (ou brócolis)
1 ovo caipira grande, ligeiramente batido
400g de tofu firme (de preferência orgânico)
½ colher (chá) de sal marinho
Óleo de canola ou soja para untar
1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extravirgem

Modo de preparo
Em uma tigela, misture a farinha de pão, linhaça, parmesão e a páprica. Reserve. Em outra tigela, misture o purê de espinafre com o ovo, batendo com um garfo. Reserve.
Corte o tofu em cubos (ou use cortador de biscoito, com formatos divertidos). Polvilhe ambos os lados com sal. Mergulhe os pedacinhos de tofu na mistura de ovo e espinafre, e depois passe cuidadosamente na farinha temperada, para esconder o purê.
Unte uma frigideira grande com óleo e leve para aquecer em fogo médio. Quando esquentar, acrescente o azeite. Distribua o tofu aos poucos na frigideira, sem sobrepô-los (e não encha demais a frigideira). Doure por 3 a 4 minutos de uma lado, vire-os e doure o outro lado por mais 2 a 3 minutos, até ficar crocante e uniforme.
Rendimento: 4 porções
Receita adaptada do livro Deliciosos e Disfarçados – Jessica Seinfeld - 2008


HAMBURGUNHOS
(com cogumelos e abobrinha)

Ingredientes
450g de carne moída magra
225g de champignon frescos (cozidos no vapor) ou cogumelo shitake (aparados e picadinhos)
1 xícara (chá) de farinha de rosca integral
¼  xícara (chá) de abobrinha picadinha
1 colher (sopa) de molho inglês
2 colheres (sopa) de catchup
½ colher (chá) de sal marinho
1 pitada de pimenta
Óleo de canola ou soja para untar
1 colher (sobremesa) de azeite de oliva extravirgem
16 pãezinhos de hambuguer (de preferencia integrais) para servir, com folhinhas de alface e tomate fatiado.

Modo de preparo
Em uma tigela, misture bem a carne, a farinha de pão, os cogumelos, a abobrinha, o molho inglês, o catchup, o sal e a pimenta. O resultado é uma massa úmida. Modele os 16 hamburguinhos e deixe descansar em papel manteiga.
Unte uma frigideira grande com óleo e leve para aquecer em fogo médio. Quanto estiver quente, coloque o azeite e frite os hambugueres, de 4-5 minutos de cada lado, até que estejam completamente cozidos no centro. Servir com os pãezinhos, alface e tomate. Pode variar, colocando pepino, cenoura também como recheio.
Dica: ao invés de ser usado para sanduichinhos, pode ser o prato principal, acompanhado de arroz integral e feijão, por exemplo.
Rendimento: 16 unidades pequenas
Receita adaptada do livro Deliciosos e Disfarçados – Jessica Seinfeld - 2008

Jackeline Taglieta
Nutricionista

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Experiências Científicas Em Casa: Plantas

Experiências simples sugeridas pela Revista Recreio para estimular a relação das crianças com a natureza e o senso de observação:

Gotinhas de mistério

Você vai precisar de:
  • 1 planta pequena
  • 1 saco plástico grande e transparente
  • Barbante
Como fazer a experiência:
  1. Amarre o saco plástico, cobrindo as folhas.
  2. Observe depois de algumas horas. Você vai ver gotas no plástico.
O que acontece?
As gotinhas surgem da transpiração. A água evapora pelas folhas e, quando o vapor chega ao plástico, ele se condensa.


Respiração

Você vai precisar de:
  • 1 ramo de planta de aquário
  • 1 vidro com tampa
Como fazer a experiência:
  1. Coloque a planta no vidro, encha de água e tampe.
  2. Deixe em um lugar bem iluminado e observe depois de algumas horas. Vão aparecer bolhas na água.
O que acontece?
As bolhas se formam porque a planta respira e libera oxigênio quando há luz solar.


Criando raízes

Você vai precisar de:
  • Planta pequena
  • Terra
  • Casca de ovo
Como fazer a experiência:
Retire a planta do vaso com cuidado, soltando a raiz da terra. Coloque terra na casca de ovo e plante a plantinha. Regue e, após alguns dias, observe. Depois coloque a planta no vaso de novo.

O que acontece?
As raízes se expandem embaixo da terra em busca de mais água para que a planta possa se desenvolver. Enquanto cresce, a raiz abre espaços no solo, como fez na casca do ovo.

sábado, 18 de outubro de 2014

Ar condicionado, ventilador e umidificador: eles fazem mal?

O verão está cada vez mais próximo e as temperaturas já começaram a subir em diversas regiões do país. Ao mesmo tempo, alguns estados, sobretudo na região sudeste e sul, enfrentam um dos piores períodos de estiagem da história. Resultado: o nível de umidade do ar despencou. 

Para ajudar a amenizar os efeitos do calor e da secura do ar, que incluem ressecamento das mucosas, dor de cabeça, garganta seca e até sangramentos no nariz, é natural recorrer a aparelhos de ar-condicionado, ventiladores e umidificadores. Mas será que há problema? Confira o que dizem os especialistas!

AR-CONDICIONADO

A principal vantagem é controlar a temperatura do ambiente. E o principal problema é o ressecamento do ar, que piora consideravelmente a situação de crianças alérgicas, com rinite ou asma. “Todo mundo pode sentir o nariz ressecado ou a garganta ruim por causa do ar condicionado. Mas, para os alérgicos, o prejuízo é bem maior”, explica a pneumologista Beatriz Barbisan, da Escola Paulista de Medicina (Unifesp).

Por isso, nas condições atuais de tempo seco, vale usar de artifícios enquanto o aparelho estiver ligado. Umidificador, bacia d’água ou uma toalha molhada já melhoram a qualidade do ar em casa. Outro cuidado a ser tomado diz respeito à temperatura. A recomendação é ajustá-la entre os 23°C e os 27°C, no máximo. É bom lembrar que, para crianças alérgicas, inalar o ar frio é tão prejudicial quanto a falta de umidade e pode desencadear crises respiratórias. Cuidando da temperatura também não há risco de choque térmico.

E acredite: se as condições de umidade estiverem boas e o ar condicionado for devidamente higienizado e tiver um bom filtro, o aparelho pode até contribuir para a diminuição das alergias. “Alguns aparelhos filtram até 80% das partículas com bactérias e fungos, prevenindo que as crianças estejam expostas a esses alérgenos”, diz a pneumologista Regina Terse, do Departamento de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Por esse motivo, é essencial que a limpeza do filtro seja feita de acordo com as recomendações de cada fabricante. No geral, o aparelho deve passar por uma revisão uma vez ao ano.

No carro, ele também pode ser usado, desde que as saídas não estejam diretamente apontadas para o rosto das crianças. “Carros melhores e mais novos costumam ter aparelhos de ar condicionado mais potentes, à base de carvão ativado”, explica Regina. Além de regular a temperatura para que fique agradável, e não gelada, é importante trocar o filtro do ar condicionado a cada 10 mil km.

VENTILADOR

O princípio do ventilador é colocar o ar em movimento, criando uma corrente que refresca o ambiente. Mas imagine o que acontece quando se liga o aparelho em uma sala cheia de poeira, com mofos nas paredes e sem incidência de sol. Exato: todas as partículas alergênicas da sujeira, fungos e bactérias ficam circulando no ambiente, o que pode ser seriamente prejudicial a crianças alérgicas.

Por isso, é imprescindível manter o ambiente sempre limpo. Além disso, o ventilador também precisa ser higienizado, prestando atenção especial às hélices, onde a poeira se deposita. Principalmente no caso dos ventiladores de teto, em que elas ficam fora do campo de visão, é preciso ficar atento.

Lembre-se também de nunca deixar que a corrente de ar incida diretamente na criança, o que pode aumentar o ressecamento das mucosas. Ventiladores de teto devem sempre ser utilizados no modo exaustor, no qual o ar é direcionado para cima, e ventiladores móveis têm de estar posicionados de frente para a parede: assim, o ar bate e volta, e não fica direto no seu filho.

Quem leva a melhor?

Não há um consenso sobre o que é melhor: ar condicionado ou ventilador. Enquanto o primeiro provoca um ressecamento maior, o segundo gera uma corrente de ar, que pode fazer partículas alergênicas circularem pelo ambiente. “O fundamental é a percepção individual: os pais precisam estar atentos aos limites de cada criança em especial”, explica Regina. Em outras palavras, só você vai saber o que é melhor para amenizar o calor na sua casa. Se o frio do ar condicionado faz a criança espirrar muito, opte pelo ventilador. Com todas as precauções, ambos os aparelhos podem ser usados até para bebês.

UMIDIFICADOR

Normalmente, a única contraindicação aos umidificadores é a possibilidade de deixar o ar úmido demais, cenário ideal para a proliferação de fungos e bactérias – em geral, quando o aparelho fica ligado durante muito tempo. “Na situação atual, em que a umidade do ar está extremamente baixa, não há problema em dormir a noite toda com o umidificador ligado, desde que o ambiente seja bem higienizado e haja circulação de ar”, explica Beatriz.

Apesar do preço do aparelho não ser acessível a muitas famílias, há outras alternativas que funcionam bem para elevar a umidade do ar, como pendurar toalhas molhadas e usar bacias com água. Nesse último caso, por questão de segurança, é preciso ficar atento ao local onde a bacia será colocada: sempre longe do alcance das crianças.

No entanto, manter apenas o ambiente com uma boa umidade não basta. “O fundamental é que as mucosas estejam umedecidas. Para isso, o corpo deve estar bem hidratado. O ar sempre chega ao pulmão úmido se existe uma hidratação adequada das mucosas”, explica Beatriz. Assim, ofereça bastante água fresca ao seu filho e use soro para combater o ressecamento no nariz.


Sessão Cineminha: O Lorax




"Em uma cidade linda, mas em que quase tudo é de mentirinha, o garoto Ted precisa juntar toda sua coragem para ir em busca da última semente de uma árvore especial, no filme "O Lorax".  A animação foi lançada com sucesso nos Estados Unidos no começo de março e ainda está entre os três filmes mais vistos por lá.



Na história de "O Lorax", Ted quer ajudar a realizar o sonho da linda menina Audrey, que deseja ver uma árvore de verdade plantada.



Para isso ele terá que ir atrás do enigmático Umavez-ildo e conhecer a história de Lorax, um guardião da floresta que parece ser fofo, mas é muito mal-humorado.



O problema é que Umavez-ildo mora fora da cidade. E não será uma tarefa fácil chegar até lá, afinal, Ted mora em Sneedville, um lugar vigiado por todos os lados pelo vilão O'Hare, que também é quem vende o ar para os habitantes da cidade conseguirem respirar."
(Fonte: Uol Crianças)





O filme ainda está em cartaz nos cinemas, mas muita gente já assistiu e aprovou. Confira a opinião de algumas mamãe blogueiras:

"Um filme de animação com muita aventura e uma lição simples sobre as consequências da ambição desmedida, os riscos que o progresso traz para a natureza e toda a humanidade. É preciso amar a natureza para salvar o mundo." Chris Ferreira, do Inventando Com A Mamãe



"Mas o que mais me deixou feliz foi que a criaturinha laranja e bigoduda dá seu recado de maneira certeira, para adultos e crianças, desde as mais pequenininhas. (...) Lorax, Ted e Fazumavezildo não plantam apenas a sementinha de trúfula na plastificada Theneedville, plantam na gente uma possibilidade de que tudo pode mudar."  Carol Garcia, do Viajando Na Maternidade



"É mais um filme em que as pessoas vivem num cercadinho, alienadas, sem noção da história e do contexto, mas Ted sai da cidade para descobrir o que aconteceu com todas as árvores e volta com uma esperança. Literalmente, basta uma semente para que enxerguem todas as novas possibilidades... O filme é recheado de ironias sobre o nosso modo de vida." Mariana, do Viciados Em Colo





Já assistiu? Nos conte o que achou!
Tem uma dica de filme incrível para assistir com as crianças? Nos escreva!!!

O que você ainda não sabe sobre a maternidade

Desde muito jovens as mulheres são bombardeadas por perguntas e opiniões sobre quando serão mães ou como viverão a maternidade. E por isso estão acostumadas a ouvir certa "voz" sempre que tais exigências aparecem em suas vidas. Mas o que diz essa voz? Ao começar a refletir, lembrei-me das mulheres que namoram pessoas que têm filhos de outro relacionamento, acabam sem saber como agir com os enteados e se questionam: "Quero ser madrasta?". Isso sem falar das mulheres que não querem ser mães e ouvem coisas do tipo: "Você não será nunca uma mulher completa assim". Lembrei, ainda, das que sonham acima de tudo com a maternidade e questionam se darão conta da vida profissional. E outras que são criticadas por querer uma produção independente ou aquelas que se sentem culpadas por não serem mães perfeitas.

O objetivo dessa reflexão não é responder todas essas exigências, nem contradizer nenhuma delas em definitivo. Mas que bom seria se conseguíssemos flexibilizar um pouco tais "normas", tirando o peso que é encarar a maternidade como um roteiro pré-fixado e pré-conceituado, inclusive financeiramente. Quer ver um exemplo? Na Islândia, as mulheres têm filhos desde muito novas e o país tem a maior taxa de natalidade, de mulheres que trabalham fora de casa e de divórcios da Europa. E elas seguem tendo filhos com outros parceiros. De acordo com o jornal El País e uma pesquisa sobre felicidade, publicada no jornal "The Guardian", a Islândia é um dos países mais desenvolvidos do mundo e com a taxa de felicidade mais alta da Terra. Sabendo disso, as nossas normas sobre quando e como ser mãe não parecem mais assim tão certeiras. Por isso, se ao final do artigo esse sentimento de flexibilidade for alcançado e compartilhado entre mulheres e homens, será muito bem-vindo.

Lado negativo da maternidade costuma ser negado

De início, há uma nota mental a ser guardada: ser mãe não é um estado homogêneo, natural, nem imanente a todas as mulheres. Ninguém é obrigado a assumir o papel de pai ou mãe quando não sente vontade de fazê-lo, assim como não existe uma receita de boa mãe quando o quesito é gerar ou criar um filho. Já que não somos naturalmente destinadas para tal estado, o importante é estar consciente das suas capacidades e limitações e ser honesta consigo mesma antes de tomar qualquer atitude. Cientes da decisão de ser mãe como desejo e possibilidade, e não como fruto de pressões sociais, seguimos.

Maternidade não é só coisa boa, ainda que em um primeiro momento não pareça assim, já que o conceito está associado a algo até mesmo santificado.

As relações superficiais que estabelecemos facilitam que o tema seja visto dessa maneira parcial, as pessoas lembram que a maternidade tem um lado positivo sim, mas seu lado negativo costuma ser negado. Assim, a obrigação vai além e torna-se quase moral: não apenas tem que ser mãe, mas tem que ser uma boa mãe - seguindo requisitos sobre-humanos e de certa forma arbitrários. Chegou-se a um ponto onde os pais têm dificuldade até em dizer uma simples palavra: não. O medo de ser visto como uma mãe ruim é grande e a culpa fica sempre presente.

Contos de fada e o ideal de perfeição materna

Mas os contos de fada, como sempre, já nos falavam disso: o perfil da madrasta, por exemplo, é frequentemente associado a comportamentos malvados. No entanto, é bom lembrar que a maternidade inclui a parcela madrasta, mesmo quando estamos lidando com nossos próprios filhos. O difícil é reconhecer esse sentimento em si mesma. A rejeição a um filho ou filha em determinado momento, características ou momento de sua própria vida gera confrontos com nossas dificuldades, mas também levam a um grande aprendizado. Reconhecer e integrar bem esse aspecto é expansivo para a personalidade, já que quando negamos a sua existência acabamos boicotando o crescimento do filho sem querer.

Existe ainda o fato de que a tríade "pai + mãe + filho" é para nós uma premissa de família saudável. No entanto, os arranjos familiares pouco importam, enquanto o amor e o cuidado estiverem presentes na educação e no crescimento dos filhos. Voltamos ainda com o exemplo da Islândia, lugar no qual o incentivo para "ficar juntos pelas crianças" não existe. Os islandeses entendem que as crianças ficarão lindamente bem, porque toda a família irá juntar-se em torno deles e seus aniversários serão lotados por muitos primos, tios, avós, pais e mães.

Sem levar ao pé da letra, vale lembrar que se não fosse a Madrasta da Branca de Neve, por exemplo, a princesa teria ficado infantil e imatura para sempre no castelo do pai.

Assim, o que a priori poderia ser visto como negativo torna-se um motivo de crescimento e desenvolvimento para os filhos. Cumprir o "roteiro mãe" sem fazer essas reflexões, pode acabar prejudicando muito a atmosfera afetiva que rodeia uma mulher. Ao tomar consciência de todas essas questões, a pessoa que está levantando possibilidades de vir a ser mãe ou até sofrendo com o tema e as exigências, pode resolver essas pendências consigo mesma e tomar suas decisões de maneira mais completa.


Fonte: Personare