Parabéns a todas as mamães e vovós leitoras!
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domingo, 12 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Homenagem - Dia das Mães
O Concurso Dia das Mães já se encerrou, mas você ainda pode homenagear a mamãe... nosso blog está abrindo espaço para que os leitores possam homenagear suas mães, com uma mensagem ou um pequeno recadinho.
Os interessados em participar devem deixar um comentário nesse post contendo:
Seu nome:
Nome da mamãe:
e-mail da mamãe (se tiver):
Mensagem:
Os comentários não estarão visíveis, mas se você preferir pode mandar seu recado para piraforkids@gmail.com
No dia 12 de maio publicaremos todas as homenagens, e as mamães receberão um e-mail para que visitem o blog e confiram a mensagem destinada a elas.
Não percam a chance de homenagear uma pessoa tão especial!
terça-feira, 7 de maio de 2013
Concurso Dias das Mães - Ganhadores
Prêmios
* Sessão de fotos com a Alle Spadotto, com direito a 10 fotos 13x18
* Day spa a sua escolha na Ammazon Piracicaba
* Passeio para mãe e filho na Hípica Piracicaba
********************
* Sessão de fotos com a Alle Spadotto, com direito a 10 fotos 13x18
* Banho de lua na Clínica Carol Pinotti
* Passeio para mãe e filho na Hípica Piracicaba
********************
* Bandeja com 50 empadinhas de frango ou palmito, da Empadinhas Salgados (2 ganhadores)
********************
* Cesta de chocolates da Renata Doces
********************
* Consulta e orientação nutricional com a Dra. Jackeline Taglieta
********************
* Pote grande de brigadeiro de colher do Espaço Feali
********************
* Massageador carrinho da Pirilampo Brinquedos Criativos
********************
* Cesta de chocolates da Lalu Doces e Travessuras
********************
* Torta de limão da Magia Bolos e Doces
Marcadores:
concurso cultural,
dia das mães,
sorteio
Resultado do Concurso Dia das Mães
Informamos a todos os nossos leitores, em especial os que participaram do concurso, que estaremos divulgando os ganhadores ainda hoje, a partir das 20 horas, em nossa fan page:
Quem estiver acompanhando a divulgação dos resultados também vai concorrer a um prêmio surpresa...
sábado, 20 de abril de 2013
Concurso Dia das Mães
Como Participar
Podem participar do concurso pessoas residentes no na cidade de Piracicaba e região, que tenham disponobilidade para usufruir dos prêmios.
Você pode participar de duas formas:
* Envie uma foto que simbolize o que é ser mãe para você. Uma foto de um momento marcante, ou um registro do cotidiano que represente a maternidade para você.
* Envie uma homenagem para sua mãe, ou para seus filhos. Pode ser um pequeno texto, uma frase, um poema, uma mensagem...
Você pode participar com uma foto E uma homenagem, mas só poderá ser considerado vencedor em uma categoria.
Você pode participar com uma foto E uma homenagem, mas só poderá ser considerado vencedor em uma categoria.
As fotos e homenagens devem ser enviadas para piraforkids@gmail.com, com o nome completo do responsável até o dia 5 de maio.
Prêmios
A foto vencedora terá direito aos seguintes prêmios:
* Sessão de fotos com a Alle Spadotto, com direito a 10 fotos 13x18
* Day spa a sua escolha na Ammazon Piracicaba
* Passeio para mãe e filho na Hípica Piracicaba
A homenagem vencedora terá direito aos seguintes prêmios:
* Sessão de fotos com a Alle Spadotto, com direito a 10 fotos 13x18
* Banho de lua na Clínica Carol Pinotti
* Passeio para mãe e filho na Hípica Piracicaba
Todos os participantes também concorrem aos seguintes prêmios:
* Bandeja com 50 empadinhas de frango ou palmito, da Empadinhas Salgados (2 ganhadores)
* Cesta de chocolates da Renata Doces
* Consulta e orientação nutricional com a Dra. Jackeline Taglieta
* Pote grande de brigadeiro de colher do Espaço Feali
* Massageador carrinho da Pirilampo Brinquedos Criativos
* Cesta de chocolates da Lalu Doces e Travessuras
* Torta de limão da Magia Bolos e Doces
Regulamento
Podem participar moradores de Piracicaba e região, desde que tenham
disponibilidade para usufruir do prêmio. Os ganhadores terão 3 dias
úteis para responder ao e-mail recebido e agendar a data de retirada do
prêmio, sob pena de perder o direito ao prêmio.
Cada participante poderá enviar uma única foto ou homenagem em forma de texto. Pode ser enviada mais
de uma foto/homenagem da mesma família, desde que por pessoas diferentes (pais, avós etc.).
As fotos e homenagens podem ser enviadas até o dia 5 de maio, às 23:59.
As fotos e homenagens serão julgadas pela comissão do Pira For Kids, e levarão em conta: criatividade, originalidade e adequação ao tema.
O resultado do concurso será divulgado no blog no dia 7 de maio, e os ganhadores terão até o dia 10 de maio para entrar em contato confirmando seu direito ao prêmio.
Os ganhadores se comprometem a enviar uma foto do prêmio ou deixar um comentário sobre ele na fan page do blog, em até 7 dias após seu recebimento/uso. Os participantes que não cumprirem esse requisito serão desclassificados nos concursos futuros.
domingo, 13 de maio de 2012
Especial Dia das Mães - Ser Mãe
é sair de fininho pra comer escondido do filho e ainda voltar de boca cheia tentando disfarçar
é não ter mais hora pra dormir nem pra acordar
é achar que toda vez que qualquer criança grita “mamãe” ela está falando com você
é encontrar massinha grudada no tapete
é comer comida fria e pelas metades
é sair sozinha e mesmo assim encontrar um buzz ou uma princesa dentro da sua bolsa
ou uma muda de roupa
um copinho com água
um biscoito quebrado
um caroço de feijão
é se emocionar ao ir num show de música infantil que seu filho adora – e você, pelo visto, ama mais ainda
é se debulhar em lágrimas ao ouvir seu pequeno dizer “te amo” pela primeira vez
é torcer com todas as forças pra que eles durmam logo e morrer de saudade, esperando que acordem
é terminar o dia exausta, prometendo que o próximo dia será diferente e mais organizado, mas amanhecer
fazendo tudo outra vez
é lá no fundo pensar “bem feito” quando ele se ferra ao fazer uma coisa que você proibiu
e correr para consolá-lo logo depois de um pensamento tão maldoso
é engolir o palavrão pra não fazer feio perto da criança
e soltar ele na frente dela na hora que menos se espera
é desenvolver um beijo mágico, que cura as enfermidades do corpo e da alma
é pisar distraída num brinquedo jogado no meio da sala
é mandar todo mundo calar a boca quando, finalmente, o bebê dorme
é ter que fazer sexo de porta fechada, sem soltar um pio
é sempre estar com alguma coisa suja: cabelo engordurado, roupa suja de comida ou areia, encardidodebaixo da unha, dente com alface.
é sentir-se um adulto completo ao cinema sem as crianças
é comemorar quando arruma alguém pra ficar com as crias numa sexta à noite
e não desgrudar do celular um segundo na ausência deles
e voltar pra casa correndo e elas não darem a mínima pra você
é sentir o coração explodir de alegria quando eles dão uma gargalhada gostosa
e ficar com ele apertadinho quando ficam doentes
é banalizar completamente assuntos escatológicos envolvendo cocôs, xixis, vômitos e o apocalipse
é deixar o pedaço mais gostoso pro final e virem esses projetos de trombadinha pra comer ele em segundos, sem a menor cerimônia (ou ao menos um obrigado)
é sempre colocar as necessidades dos filhos na frente das suas
e burlar essa regra de vez em quandinho
é ficar surpresa como pode caber tanto amor dentro de uma pessoa só
para todas as mães que não são perfeitas. são somente mães.
é não ter mais hora pra dormir nem pra acordar
é achar que toda vez que qualquer criança grita “mamãe” ela está falando com você
é encontrar massinha grudada no tapete
é comer comida fria e pelas metades
é sair sozinha e mesmo assim encontrar um buzz ou uma princesa dentro da sua bolsa
ou uma muda de roupa
um copinho com água
um biscoito quebrado
um caroço de feijão
é se emocionar ao ir num show de música infantil que seu filho adora – e você, pelo visto, ama mais ainda
é se debulhar em lágrimas ao ouvir seu pequeno dizer “te amo” pela primeira vez
é torcer com todas as forças pra que eles durmam logo e morrer de saudade, esperando que acordem
é terminar o dia exausta, prometendo que o próximo dia será diferente e mais organizado, mas amanhecer
fazendo tudo outra vez
é lá no fundo pensar “bem feito” quando ele se ferra ao fazer uma coisa que você proibiu
e correr para consolá-lo logo depois de um pensamento tão maldoso
é engolir o palavrão pra não fazer feio perto da criança
e soltar ele na frente dela na hora que menos se espera
é desenvolver um beijo mágico, que cura as enfermidades do corpo e da alma
é pisar distraída num brinquedo jogado no meio da sala
é mandar todo mundo calar a boca quando, finalmente, o bebê dorme
é ter que fazer sexo de porta fechada, sem soltar um pio
é sempre estar com alguma coisa suja: cabelo engordurado, roupa suja de comida ou areia, encardidodebaixo da unha, dente com alface.
é sentir-se um adulto completo ao cinema sem as crianças
é comemorar quando arruma alguém pra ficar com as crias numa sexta à noite
e não desgrudar do celular um segundo na ausência deles
e voltar pra casa correndo e elas não darem a mínima pra você
é sentir o coração explodir de alegria quando eles dão uma gargalhada gostosa
e ficar com ele apertadinho quando ficam doentes
é banalizar completamente assuntos escatológicos envolvendo cocôs, xixis, vômitos e o apocalipse
é deixar o pedaço mais gostoso pro final e virem esses projetos de trombadinha pra comer ele em segundos, sem a menor cerimônia (ou ao menos um obrigado)
é sempre colocar as necessidades dos filhos na frente das suas
e burlar essa regra de vez em quandinho
é ficar surpresa como pode caber tanto amor dentro de uma pessoa só
para todas as mães que não são perfeitas. são somente mães.
Texto de Luiza Diener
Publicado no blog Potencial Gestante
Especial Dia das Mães - Que todas possamos ser MÃES no Dia das Mães
Meu post especial de Dia das Mães não tem sorteio. Nem é fofo. Não é super feliz. Nem é cute. Ele é realista. E eu falo, sim, o que penso sobre a maternidade, porque é o que eu acredito, é o que eu tentei (e muitas das coisas consegui e estou conseguindo) praticar com meus filhos e é a visão que eu tenho da vida.
Se eu estou certa? Se eu sou melhor mãe que você? Se você se sente menos mãe quando me lê? Se eu mexo com suas rejeições e disparo em você crises de baixa auto-estima? Se eu me acho a mãe mais perfeita, organizada e carinhosa do mundo?
Provavelmente a resposta para todas as perguntas seja NÃO! Eu não sou melhor do que ninguém, mesmo porque esse juízo de valor em uma questão tão subjetiva quanto ser mãe não dê para ser qualificada em melhor ou pior. Sabemos que existem fatos não aceitáveis, como a violência física ou moral, por exemplo. Por isso, mães-linha-dura, tentem deixar o escudo de lado ao ler esse meu texto. Novamente: eu não pretendo catequizar ninguém, mas queria que mais pessoas pudessem sentir essa coisa boa que eu e meus filhos sentimos quando nos entrelaçamos por inteiro.
Eu não acredito nos jargões divulgados por aí que “filho vicia em mãe“, que “parar de trabalhar é obsessão“, que “criança precisa de independência e não ser grudado na mãe”. Eu acredito, sim, que tudo o que um bebê de até 1 ano precisa é colo de mãe, leite materno e carinho. Esses três componentes são fundamentais para esse início de vida. É preciso essa atenção exclusiva, essa dependência, para que sejam independentes no futuro.
Até os 7 anos é quando a criança está formando o seu caráter e sua personalidade e durante os dois primeiros anos é quando a mãe é o seu espelho do mundo. É pelo olhar da mãe que a criança enxerga o mundo, pois o mundo dela é a mãe. É sentindo-se amado, acalentado, acalmado e ninado que o bebê construirá seus padrões de segurança para a vida toda. E quem dá isso? A mãe!
O que as pesquisas dentro do ambiente doméstico estão revelando, há tempos, já vem sendo comprovado em laboratórios. O ratinho que sempre conviveu com a mãe, quando afastado do ninho, mesmo com olhos fechados consegue encontrá-lo. O que foi separado da mãe fica completamente desorientado, sem saber para onde ir. “Uma redução dos comportamentos afetivos, no início da vida, desencadeará na idade adulta uma redução da capacidade de formar vínculos”, destaca o neurocientista Aldo Lucion, da UFRGS. As imagens mostram que os ratinhos privados do amor materno tiveram uma redução de até 50% nos neurônios, justamente na área do cérebro que é responsável pelas relações afetivas.
Eu defendo e prego a mamiferização das relações mãe-filho. Porque raios, nesses tempos modernos, forçam-nos a deixar de lado os nossos instintos de fêmea, progenitora, parideira? Nós, mulheres, que não à toa nascemos com útero, ovários e mamas, deixemo-nos levar pela incalculável beleza de ser mãe. Gerar, parir naturalmente – sem a interferência desnecessária dos homens -, alimentar nossa própria cria, lambê-los, porque não, como fazem os animais com seus filhotes, aconchegar embaixo de nossas asas, amar. Porque não nos deixar agir como fêmeas que somos? Façamos o delicioso exercício da maternidade. Mas, essa maternidade ativa, distante do senso comum, surda aos apelos profissionais e dos desejos efêmeros. Porque isso é coisa mais linda da vida. Ou melhor. Isso é a própria vida!
Biologicamente temos uma anatomia feita para isso. Nascemos com útero, ovários e mamas para gerar, parir e alimentar nosso próprio filho. Culturalmente, fomos programadas para sermos mulheres. Isso que tanto assusta as discípulas das incendiadoras de sutiã: casar, ter filhos, zelar pela casa, pelas crianças, pelos maridos. Sempre foi assim na história. Os homens saem para caçar, provendo o material, e a mulher fica, cuidando da prole e da casa, mantendo o emocional em ordem. Sem falar socialmente, em que a mulher está inserida em todas as nacionalidades como ser mais emocional, cuidador. Não à toa os ditados que pipocam por aí – “por trás de um grande homem há uma grande mulher”, “rainha do lar”, dentre outros.
Enfim, eu acredito que a mulher nasceu para ser mãe. Nasceu para cuidar. Nasceu para se dedicar. Lógico que aqui estou radicalizando em apenas um lado, deixando – de propósito – todos os nossos outros papeis. Isso é para elucidar meu ponto de vista. Então, aquela que deixa se filho de 4 meses 12 horas em uma escolinha, em algum ponto, está se fazendo mal também. Está indo contra seus instintos, contra aquilo que foi “preparada” para fazer. É claro que há situações muito particulares, de muita necessidade. Mas, se nos propormos a, no mínimo, pensar sobre isso já é um bom começo.
Para mim esse é o modelo de maternidade. Para mim e meus filhos é assim que é ser mãe, porque para nós não existe outro modelo. Acho que não existe receita, modo de fazer ou comportamento igual. O que eu acho é que alguns instintos são intrínsecos a todas nós, mulheres, e que só temos que nos conectar com o sagrado que há em nós para que eles sejam disparados.
Texto de Glauciana Nunes
Publicado no blog Coisa de Mãe
Especial Dia das Mães : A loucura de ser mãe
Há poucas semanas recebi um e-mail sobre a maternidade. Um texto muito engraçado, daqueles que rodam por aí como se fosse propriedade da Martha Medeiros, do Arnaldo Jabor ou da Rita Lee. De qualquer forma, era divertido mesmo que tenha sido escrito por um desconhecido. Começava dizendo ter a intenção de desconstruir alguns mitos sobre ser mãe. O mito de que "mãe é mãe" era o primeiro. "Mentira, mãe já foi mãe. Agora mãe é um monte de outras coisas. Mãe é também empresária, atleta, guarda de trânsito, ditadora, mergulhadora, avó, destaque de escola de samba..."
Lá pelas tantas, falava sobre o que mais me chamou a atenção no texto inteiro. O de que ser mãe é padecer no paraíso. E a autora dizia o que sempre achei, mas nunca tive coragem de dizer. "Que paraíso, cara-pálida? Paraíso é o Taiti, a Grécia, Bora Bora ou qualquer lugar onde criança não possa entrar". Ri muito. Mas antes de discorrer sobre este tópico, acalme-se, adoro ser mãe. Definitivamente, é o meu lado A, o que amo fazer de verdade. Sonho em ter mais filhos. Mas só acho que tem coisas que deveriam ter me dito....
Minha primeira gravidez foi aos 29 anos, depois de seis anos de casamento e oito de namoro. Ou seja, foi desejada, esperada, planejada. Engravidei na primeira tentativa e já estava me achando a dona da situação quando os enjôos começaram. Como eu não tinha pensando nisso? Para mim, aquela coisa de sair correndo para o banheiro ao sentir um cheiro de comida ou perfume do marido era coisa de novela das seis. Mas não era. O que tive foi diagnosticado como hiperemese gravídica. Tenho uma hipersensibilidade a hormônios. Conclusão: nunca pesei tão pouco, tive olheiras mais profundas e me senti tão fraca. Ao final do quarto mês de gestação, havia perdido seis quilos e fui internada porque não parava mais em pé. Nem água eu conseguia beber.
Descobri que era uma menina e que, apesar de todo aquele sofrimento, crescia forte e gorducha, sugando todas as minhas reservas de energia. Um alívio! Com o tempo, fui aprendendo a conviver com os enjôos e lembro bem que acordei no dia em que a Sofia nasceu, fui ao banheiro, vomitei e fui ao hospital. Impressionante! Mas ela nasceu saudável, linda e perfeita! E daí a gente esquece tudo.
Outra coisa que ninguém havia me alertado é que eu me assustaria ao ver o meu corpo nu logo após o parto. Por que ninguém avisa? É de propósito? Só falam da barriga, que é linda e isso a gente sabe. Mas e depois? Não esqueço do meu primeiro banho em casa. Chegamos do hospital e meu amado marido, que também é médico, me ajudou a tirar a roupa, a cinta e toda a parafernália. Eu o coloquei em outra categoria após ficar sozinha, me olhar no espelho e ver aquela mistura de barriga meio murcha, peito enorme, pele roxa por conta das injeções e da manipulação do parto. Que horror! Queria sair correndo de mim mesma.
Mas a natureza é maravilhosa e tudo volta ao normal, ou a muito próximo de. E o bebê está ali precisando de você, do seu leite, do seu cuidado, do seu colo, do seu amor. E é uma delícia! Amamentei durante um ano inteiro e achei essa experiência maravilhosa. Depois vieram todas as etapas da minha pequena e fui vibrando com cada aprendizado. Quando ela tinha dois anos, engravidei novamente, mas sofri um aborto com sete semanas de gestação. Cheguei a pensar que gravidez não era para mim. Mas depois resolvemos tentar novamente e engravidei do André, que quase nasceu um mês antes do planejado porque a mãe dele era uma doida, trabalhava demais, viajava, voltava pra empresa mesmo se o pré-natal terminasse às 17h e se ela estivesse muito cansada.
Uma bronca da médica, um repouso forçado, um nascimento perfeito. Só que depois que chega o segundo a gente surta mesmo. É muita função para apenas dois braços. Os momentos de carinho, beijos, cheiros são deliciosos. Mas a maior parte do tempo a gente passa fazendo funções bem menos poéticas. É a hora de acordar, de dormir, de almoçar, de escovar os dentes, de fazer tarefa, de brincar. E tem que ter hora pra tudo porque eles se sentem mais seguros e estressam menos. Mas a casa acaba virando um quartel general.
E o que quero dizer com esta volta ao passado é basicamente o seguinte. Família sorridente e feliz o tempo todo não existe mais nem em propaganda - talvez só no Facebook. As crianças normalmente, à mesa, não querem comer, brigam, choram, gritam. Levei alguns anos para entender que o problema não era o que estava acontecendo com a minha família, mas que existe uma distância muito grande entre o peixe que lhe vendem - e que você compra sem questionar - e a realidade.
Também achava lindo, e muito adulto, ter dois filhos para poder falar : "as crianças", colocá-las no banco traseiro e pegar a estrada, com todos sorrindo, ouvindo uma música linda e sentindo o vento nos cabelos. Até parece. O André, desde que nasceu, nunca gostou de ficar no bebê-conforto. Ele não chorava, ele urrava. O trajeto inteiro, a viagem toda. Delícia, né?
Mas, com o tempo, a gente aprende a rir com o que não estava no planejamento. Crianças nos ajudam neste processo. Se a louça na pia antes de incomodava, agora a coleção de Hot Wheels espalhada pela sala, o pacote de biscoitos virado no chão do carro ou as mãozinhas sujas na parede lembram que aqui mora uma família de verdade, com gente alegre, que grita, chora e ri. Tudo junto. E um escândalo público vindo de um filho de uma amiga te conforta. "Ufa, não é só lá em casa".
Ter filho é sofrido, doído. Eles te deixam louca, te desafiam, te testam. Ter filho é fantástico, é a única maneira de conhecer o amor verdadeiro, aquele que dói, que explode no peito. Filho nos faz virar bicho, leoa. Eles fazem a gente esquecer da nossa vida, desfocar do nosso umbigo. É absoluta entrega. É o fim do egocentrismo. É a maior maratona que existe. É corrido, exige tempo e organização. É um exercício diário de paciência, controle, limite.
É amor demais. Não é o paraíso. Mas é amor demais.
Texto de Daniele
Publicado no blog minha casa, meu mundo
sábado, 12 de maio de 2012
Especial Dia das Mães - Você é mãe o suficiente?
"Você é mãe o suficiente?" - a pergunta que vale mais que a imagem.
Às vésperas do dia das mães, a Revista Time sacudiu a internet, os ânimos e acendeu o fogo de uma discussão que é, por si só, altamente inflamável. Publicou, como matéria de capa (sobre a qual trata o post anterior), um artigo sobre o attachment parenting, ou criação com apego, sobre a qual eu sempre falo aqui nesse blog. Uma matéria com alguns equívocos, algumas confusões mas que, ao meu ver, no frigir dos ovos, tendeu mais pra análise positiva do assunto do que para a crítica ou ironia. Achei positivo. Todo mundo interpretou o incêndio como tendo sido causado não pelo texto, mas pela foto da capa: uma mãe, Jamie Lynne Grumet, de pé, amamentando seu filho de 3 anos de idade, que alcança seu seio com a ajuda de uma cadeira.
Bastou.
Como enxame de abelhas sacudido, veio gente de todo lado analisar, criticar, emitir sua opinião sobre o assunto. A página da revista no Twitter virou lama, com comentários ofensivos, violentos, sendo distribuídos com hostilidade desmedida e desproporcional. Como se naquela imagem algo muito grave estivesse sendo feito à mulher, à criança, ou a ambos. A mídia se encarregou de dar seu toque incendiário e deu-se a confusão. Os alertas do Google chegaram nas caixas postais recheados de notas, menções e matérias que dariam um compêndio. Um compêndio bizarro e de mau gosto.
E porque as culturas são diferentes, o que chocou a uns no hemisfério norte ocidental (leia-se Terra do Tio Sam), não foi o motivo de indignação, espanto ou choque abaixo da linha do Equador (leia-se Terras Tupiniquins).
Para os norte-americanos, a foto de capa contém "claro" conteúdo sexual - o que é facilmente compreendido: os EUA, que de liberdade mesmo só tem a estátua, orgulham-se de sua sociedade sexualmente reprimida, com séria dificuldade para naturalizar comportamentos que são naturais. A própria mãe retratada na capa afirma ter sido acusada de molestar sexualmente seu filho por amamentá-lo em "idade avançada". Ele tem 3 anos, é isso que chamam de "avançada" neste caso. Uma senhora do Arkansas, muito indignada com tamanha afronta da capa, manifestou-se dizendo que aquilo "beirava o voyeurismo" e que "até uma vaca sabe quando desmamar um filhote". Rancor, hostilidade, raiva. A amamentação prolongada desperta a profundeza dos sentimentos daqueles que se esforçaram a vida inteira por cobrir suas más resoluções.
Enquanto os norte-americanos se inflamaram pelo suposto (e imaginado) conteúdo sexual da capa, aqui embaixo a indefinição é o regime.
Alguns meios de comunicação, no Brasil, tentaram (vem tentando faz tempo) americanizar a discussão, puxando a brasa pra sardinha erótica, querendo copiar o discurso sexualizado do Tio Sam. O portal Terra publicou matéria cujo título, "Revista estampa criança com boca no seio da mãe", mostra a resistência em aceitar a amamentação prolongada e a vontade manifesta de sexualizar o debate. Na sequência, afirma que "a foto ilustra uma matéria sobre amamentação após a idade adequada que, de acordo com o ginecologista e obstetra, diretor do Centro de Fertilidade da Rede Dor, José Bento, é de dois anos de vida".
Ao usar a expressão "idade adequada", o texto já dá o tom de sua ignorância e - o que é pior - avalizada por quem se considera de posse de um conhecimento que não lhe diz respeito, uma vez que ginecologistas e obstetras não têm nada que dar pitaco em amamentação. Ainda mais quando vai contra o que a própria Organização Mundial de Saúde - a quem deveriam prestar contas em função de sua profissão - recomenda (amamentação exclusiva por 6 meses e prolongada por 2 anos ou mais). Ou mais.
Mas lembre-se que aqui embaixo, onde menos de 10% dos bebês são amamentados pelo tempo recomendado, a indefinição é o regime.
Enquanto uns poucos tentaram sexualizar o debate, outros tomaram a amamentação prolongada como "modismo" e outros, ainda, permaneceram em cima do muro, provavelmente temendo perder leitores.
Mas o fogo tomou conta mesmo foi dos grupos de discussão sobre assuntos maternos, paternos e de criação de filhos. Mas o combustível não foi a imagem em si. Foi a frase que a acompanha.
"Você é mãe o suficiente?"
Muitas mulheres não gostaram dessa frase. Tá, estou sendo bacana. Detestaram essa frase. E o discurso desviou da amamentação prolongada para o juízo de valores.
Não sei se você sabe, mas existe um termo bastante utilizado em listas de discussão, grupos de apoio e aglomerações cibernéticas maternas: o "menos mãe". Ou, ainda, sua versão ridicularizante "menas main". E é como uma sirene: surgiu um "menos mãe" na conversa, dispara alarme, acende luz vermelha, mangas são arregaçadas e lá vem um embate. O "menos mãe" simboliza um conflito. Um conflito -absolutamente injustificável e incompreensível - entre formas de maternar, que obrigatoriamente traz juízo de valor, comparação em termos de melhor/pior, e desentendimento. Não abarca o conceito de RESPEITO ÀS DIFERENÇAS, muito pelo contrário. É a guerra declarada.
Mas conflito entre quais formas de maternar?
Entre formas mais tradicionais e formas alternativas. A matéria da capa da Time fala sobre uma dessas formas alternativas de maternar: a criação com apego, o attachment parenting. Quem materna dessa última maneira tende a respeitar a intuição, o afeto e a conexão com os filhos, e isso fica evidente nas ações e práticas que adota, como o respeito ao parto e nascimento, amamentação prolongada, o dormir compartilhado, o uso de slings, a alimentação com respeito, a rejeição ao choro desassistido, a recuso ao uso de mamadeiras, chupetas, alimentadores, e uma ampla variedade de práticas que envolvem ativamente a mãe e o pai na educação e criação dos filhos.
Quando alguém afirma que é dessa maneira que cuida dos filhos, é muito comum que a mãe tradicional - chamo de mãe tradicional aquela que replica os comportamentos do senso comum sem questionar-se sobre os motivos e consequências, que se sente confortável em seguir a massa, em ser guiada por orientações pediátricas, midiáticas, enciclopédicas e afins - dispare em direção àquela que ela vê como oponente: "mas eu não sou menos mãe por não fazer isso".
Ninguém a chamou de menos mãe por isso e por aquilo. Mas, por algum motivo daqueles que só o Freud e a mãe dele explicam, ela se sente compelida a dizer. Não sou menos mãe por isso! Como se houvesse uma mais mãe e uma menos mãe, e não um monte de mulheres dando o melhor de si.
Então o "Você é mãe o suficiente?", ao lado de uma mulher amamentando um filho que não é bebê, suscitou o debate, e o que pintou de "menos mãe" nos discursos não tá no gibi. Mesmo entre quem defende as práticas da criação com apego, surgiu o medo do embate, o medo da discórdia.
Então, eu vou dizer aqui o que já disse em outros lugares sobre o que eu achei disso.
Eu adorei!
Apenas porque não vi na manchete um convite ao ataque e, sim, ao confronto. Mas não o confronto de "umas" por "outras". O confronto da mãe consigo mesma.
Diariamente, são veiculadas capas de revistas e matérias que enaltecem o lado mecanicista da maternidade. Mulher engravatada segurando a mamadeira, a busca desenfreada pelas babás nos EUA, mulheres que se orgulham de dizer que marcaram a cesárea porque isso é mais moderno, o empurrão da mulher ao mercado de trabalho que exclui a presença dos filhos. Todos os dias nós somos confrontadas com esse estereótipo capitalista-agressivo de mulher. E quando vem uma única capa problematizando a questão por seu oposto eu vou achar ruim apenas porque vai levar à discussão?! Nunca!
Sim, eu achei excelente uma revista como a Time, totalmente imersa no mundo capitalista, mecanicista, reducionista, abordar a questão dessa maneira. Acho mesmo que é um avanço. Principalmente quando se considera que isso foi feito num país que expulsa nutrizes aos montes de locais públicos (a capa foi divulgada poucos dias depois de uma mulher ser constrangida no Museu de Arte de Los Angeles por amamentar sua filha).
Se vai suscitar a polêmica, a problematização? Eu espero que sim! Espero que mulheres leiam a provocação e se sintam provocadas a responder a si mesmo a pergunta: "Estou sendo mãe o suficiente?", mas não o suficiente para os outros. O suficiente para si e seus valores. Quem encarou essa matéria do ponto de vista do conflito do "mas eu não sou menos mãe por não amamentar meu filho já crescido", está precisando se afirmar um pouco mais e ser mais segura de si, porque se uma frase a faz se questionar sobre isso, é porque não parece estar muito convencida de sua própria prática.
O fato de se tentar responder a uma pergunta complexa como essa ("Você é mãe o suficiente?") leva, no mínimo, à reflexão. Porque uma pergunta assim, direta, exige RESPOSTAS mas, principalmente, mulheres preparadas para respondê-la. Aquelas que se sentiram ofendidas, intimidadas, confrontadas (como o são todo santo dia aquelas que amamentam em público, que compartilham o leito, que carregam as crianças no sling ou não escolarizam tão cedo) precisam elaborar o discurso - E SER COERENTE - pra dizer como isso não tem nada a ver com ser mais ou menos mãe. Se não temos mulheres empoderadas o suficiente para responder sinceramente a essa questão, aí a questão é outra e o buraco é bem mais fundo.
Vou dar um exemplo.
No ano passado, um blog postou um texto que falava sobre uma suposta "maternidade das cavernas", referindo-se às escolhas como o parto ativo, a maternidade ativa e afins como sendo um retorno à primitividade. Eu me senti confrontada. Mas estou pronta para argumentar porque não é das cavernas a minha forma de maternar.
O mesmo vale para a situação inversa. Quem se sentiu confrontada pela pergunta "Você é mãe o suficiente?", ao lado de uma imagem como aquela, está pronta pro debate? Mas para o bom debate, não praquele #mimimi desenfreado e apelativo de "amor de mãe", "eu também amo meu filho", "eu só quero o melhor pra ele".
Embora o editor da revista tenha afirmado que "É uma capa provocativa. Nós estamos propondo um questionamento que não poderia ser mais importante: como podemos criar nossos filhos", é claro que teve a intenção de chamar a atenção pela polêmica e ganhar dinheiro - o Tio Sam é implacável.
Mas ainda assim eu gostei.
Porque evidenciou, pelo menos no contexto brasileiro, a diferença entre modos de maternar e o embate que existe por trás disso. Não, não é bom que ele exista. Sim, seria bom que todas estivéssemos do mesmo lado. Mas quem se sentiu atacada pela capa e sua pergunta tem que lembrar que o lado mais atacado tem sido - muito paradoxalmente - o de quem tem optado por formas não hegemônicas de criação de filhos. Porque isso é o "diferente", é o "bizarro". E, também paradoxalmente, não foram essas pessoas que maternam diferentememente que criaram - e usam - a expressão "menos mãe". Jamais! Quando usam, é apenas em referência ao que mães tradicionais afirmam que não são.
Ou seja: apareceu uma forma diferente de maternar. E a forma tradicional logo tratou de tentar se justificar: ai, mas eu não sou menos mãe porque não faço isso ou aquilo. Ninguém disse que é, mas a justificativa apareceu mesmo assim. Talvez por comparação implícita. Porque quando dizemos que maternamos ativamente, conscientemente, apegadamente, falamos em amor, afeto, proximidade, não violência, e isso é ESCANCARADAMENTE bom. Para todos. Aí parece que estamos dizendo: o resto não é bom, o tradicional não é bom. Mas não dissemos isso e não estamos dizendo.
Por isso gostei tanto do tom de confronto da capa, do confronto da mãe com ela mesma, e seria ótimo se, às vésperas do dia das mães, todas estivessem se fazendo a pergunta: "E aí, negona? Tá sendo mãe o suficiente?!". E é o que toda mãe se pergunta sempre, mas em forma de culpa.
Deixemos a sacrossanta culpa materna de lado. É só por ela que esse furor todo apareceu. Porque ao ser questionada sobre sua prática como mãe, ela surge, ela domina, ela grita.
É por isso que eu acredito que o gerador de lero-lero não foi a imagem, mas a pergunta, o questionamento. Parece que as pessoas se sentiram muito agredidas, confrontadas com a frase "Você é mãe o suficiente?".
O que há de tão problemático em fazer mulheres se questionarem sobre isso? Não é o que fazem em seu íntimo todos os dias, de maneira velada?
Se nós interpretarmos "ser mãe o suficiente para nossos próprios valores", não há nada de mau nisso. Acontece que as pessoas sempre pensam em termos de "ser mãe o suficiente para inglês ver" e interpretam como "Sou mãe o suficiente para o que a sociedade julga ser?" e isso é falta de posicionamento no mundo.
Gostei da frase. Gostei da capa. Gostei da polêmica. Gostei do confronto.
Mas porque eu o encarei como sendo o confronto da mãe com a mãe. A ponto de fazer a mim mesma a pergunta:
"Tenho sido mãe o suficiente para a minha Clara?".
E a resposta foi: não! Não estou. Posso melhorar.
Então, por gentileza, tire seu #mimimi do caminho que eu vou em busca de ser uma mãe melhor.
Texto de Lígia Sena
Publicado no blog Cientista Que Virou Mãe
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Para Refletir - Um Dia das Mães Especial
O Dia das Mães está chegando. A data é uma das que mais estimula o consumo e há um verdadeiro bombardeio de promoções e publicidades, que atraem crianças e adultos das mais variadas idades a comprarem alguma coisa para suas mães. Os comerciais passam a ideia de que presentear nessa época é quase uma obrigação. “Dê de presente para sua mãe esse lindo celular para retribuir todo amor que ela te dá”. Será que se resume a isso?.
Dá para tentar fugir um pouco desse lugar comum e comemorar a data de outras formas. Melhor do que o que as mensagens comerciais prometem, o filho tem o privilégio de fazer sua mãe feliz de outras maneiras. Por exemplo, um cartão feito à mão pode superar um produto caro. Imagine a sua mãe imaginando como você se debruçou para criar um texto, um desenho e uma mensagem só para ela? Também dá para fazer um café da manhã com toda a família, preparado pela criança com a ajuda do pai, de uma tia, da avó ou (por que não?) da própria mãe. Um simples abraço e um sorriso podem significar muito mais do que um presente.
Nas famílias com crianças pequenas, o dia pode ser comemorado com passeios especiais, como um piquenique em uma praça. Para quem gosta de bike, uma dica são as Ciclofaixas ou os parques.
Dando essas alternativas, ajudamos as crianças a perceberem que o carinho, a convivência e as experiências vividas em família valem muito mais do que qualquer objeto comprado no shopping.
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