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domingo, 26 de fevereiro de 2017

8 Maneiras Simples De Fazer Seu Filho Sorrir

Basta uma luz fraquinha em um quarto escuro para que suas mãos comecem lentamente a voar. Aos poucos, seus pássaros de sombra batem as asas mais velozmente e seu filho, encantado, joga a cabeça para trás e solta aquele riso gostoso, ingênuo e verdadeiro, como só as crianças sabem dar. Ele está feliz ao seu lado, e, por alguns segundos, sua vontade é de congelar o tempo.

Um sorriso não é apenas o sinal de que seu filho está bem, é a prova mais concreta de que ele sabe o que é felicidade. E provocar essa sensação é fácil – bastam um pouco de criatividade, quase nada de dinheiro e algum tempo disponível.


Além de fazer seu filho sorrir, esses momentos preciosos o ajudarão a desenvolver importantes habilidades intelectuais, como noção de lógica e de causa e consequência. Ele ainda terá mais facilidade para fazer amizades, lidar com frustrações e, quando adulto, saberá conviver de forma pacífica e bem-humorada com as pessoas no ambiente de trabalho. O que não faz um sorriso...

* Conte um segredo no ouvido dele! Pode ser algo simples, como: vamos fazer pipoca doce! Mas só ele saberá o “plano”.

* Deixe-o dormir na sua cama de vez em quando.

* Ensine a ele uma brincadeira da sua infância. Vale passa-anel, amarelinha, bolinha de gude, rodar o pião etc.

* Façam uma coisa "proibida" juntos. Pode ser um sorvete antes do almoço, um banho demorado, pizza no sofá da sala, raspar a panela de brigadeiro...



* Enquanto vocês esperam a comida chegar à mesa do restaurante, que tal brincar de "proibido rir ou piscar"? Fiquem olhando bem nos olhos um do outro. Quem sorrir ou piscar os olhos primeiro, perdeu! A gargalhada é garantida e essa é uma ótima desculpa para ficar olhando bem de pertinho para o seu filho, não é mesmo?

* Sabe aquela tarde chuvosa de verão? Ela é perfeita para um banho de chuva. Corram, brinquem e pulem juntos!

* Façam guerra de travesseiros naquela noite em que todos estão sem sono. Escolha uns bem macios e deixe a bagunça tomar conta do quarto.


* É muito difícil de acontecer, quase impossível, mas se nenhuma das dicas anteriores der certo, apele para as coceguinhas. Pode ser na barriga, embaixo do braço, nos pés e no pescoço. Ele não vai resistir e soltará aquela gargalhada que você adora!



(Fonte: Revista Crescer)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Tinta vermelha no cabelo?

Seu filho volta sujo da escola?

Tinta vermelha no cabelo? Tinta azul na calça jeans? Areia nos calçados? Manteiga de amendoim na camisa favorita? Meias brancas que mais parecem marrom? Mangas da camiseta um pouco úmidas?

Seu filho provavelmente. . .
-Trabalhou com um amigo;
-Criou uma obra-prima;
-Resolveu um problema;
-Aprendeu uma nova habilidade;
-Teve um grande momento;
-Desenvolveu uma nova linguagem;

Seu filho provavelmente não. . .
-Se sentiu  solitário;
-Ficou entediado;
-Fez tarefas repetitivas e sem graça;
-Ficou o dia inteiro sentado fazendo atividades no papel;

Você provavelmente. . .
-Pagou um bom dinheiro pelas roupas;
-Terá problemas para tirar as manchas das roupas;
-Está se perguntando se o professor não está prestando atenção suficiente em seu filho;

O professor do seu filho  provavelmente. . .
-Estava ciente das necessidades e interesses do seu filho;
-Gastou muito tempo planejando uma atividade desafiadora para as crianças;
-Incentivou as crianças a experimentarem coisas novas;
-Ajudou seu filho a desenvolver sua criatividade;
-Está preocupado que você possa estar preocupado;


Tente se lembrar de sua atividade preferida, quando você tinha apenas quatro anos de idade. Gostava de brincar ao ar livre com água e lama, e acabava sujando suas roupas? As crianças realmente aprendem quando estão ativamente envolvidos no jogo – e não quando alguém está apenas falando com eles. Há uma diferença entre  ”bagunça” e “falta de fiscalização”. O professor se certificou de que seu filho foi alimentado, aquecido, se ele tirou uma soneca, lavou as mãos depois de ir ao banheiro e antes de comer, e planejou as coisas divertidas para fazer, porque é assim que as crianças aprendem! Envie o seu filho para a escola com roupas que ele possa sujar! Separe as roupas mais velhas e já com manchas para ele vir para a escola, assim ele poderá sujar sem culpa. Envie uma muda extra de roupa, para que a professora possa trocá-lo após a bagunça, e assim ele estará limpo quando você buscá-lo na escola. Mantenha a calma. Lembre-se que em poucos anos eles serão adolescentes e vão se preocupar mais com as suas roupas e sua aparência. Mas as crianças precisam de tempo e liberdade para serem crianças…

 (Although not written by Lisa Murphy, this was shared with you by Lisa Murphy, Ooey Gooey, Inc. who found it a long time ago in the San Diego YMCA/CRS Newsletter, Summer 1996, who gave credit to OPTIONS Summer 1995 Newsletter.)


Link para o texto original: aqui!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

"Seu filho é uma boa pessoa", por Carlos González

Quando uma mulher diz que seu marido é muito bom, provavelmente é um homem carinhoso, trabalhador, paciente, amável... No entanto, se uma mãe diz "meu filho é muito bom", quase sempre quer dizer que passa o dia todo dormindo, ou melhor, que "apenas come e dorme" (se um marido se comportasse assim o chamaríamos de preguiçoso). Os novos pais ouvirão dezenas de vezes (e logo repetirão) a piada óbvia; "¡Qué monos son... cuando duermen!".

E assim as estantes das livrarias, as páginas de revistas, as ondas do rádio, estão cheios de "problemas da infância": problemas de sono, problemas de alimentação, problemas comportamentais, problemas escolares, problemas com os irmãos... Parece que qualquer coisa que uma criança faça quando está acordada é um problema.

Ninguém nos diz que nossos filhos, mesmo quando estão acordados (principalmente quando estão acordados),  são pessoas maravilhosas; e corremos o risco de esquecer. Pior ainda, geralmente, o que chamam de "problemas" são, justamente, suas virtudes.

Seu filho é generoso

Marta brinca na areia com seu balde verde, sua pá vermelha e seu cavalinho. Uma criança um pouco menor, hesitante, senta ao seu lado e sem dizer nenhuma palavra se apodera do cavalo, momentaneamente sem ser percebido. Poucos minutos depois, Marta decide que que, na verdade, o cavalo é muito mais divertido do que o balde e o recupera rapidamente. Sem pensar duas vezes, a outra criança começa a brincar com o balde e com a pá. Marta espia de canto de olho e começa a questionar se sua decisão foi correta. O balde parece agora tão divertido!

Talvez a mãe de Marta ache que sua filha "não sabe compartilhar". Mas lembre-se que o cavalo e o balde são os bens mais preciosos de Marta, como o carro para você. E alguns minutos são uma eternidade para ela. Imagine agora que você para o carro e um estranho, sem dizer nada, leva-o. Quantos segundos levarão para que você comece a gritar e chame a polícia? Nossos filhos, não tenho nenhuma dúvida, são muito mais generosos com suas coisas do que nós com as nossas.

Seu filho não é interesseiro

Sergio acabou de mamar, não tem frio, nem calor, nem sede, não tem nada... mas, continua chorando. E agora, o que mais ele quer?

Ele quer você. Não a quer por comida, nem por calor, nem por água. Ele a quer por si mesma, como pessoa. Preferiria por um acaso que seu filho só lhe chamasse quando precisasse de algo? Preferiria que seu filho a chamasse só por interesse?

O amor de uma criança para seus pais é gratuito, incondicional, inabalável. Não é preciso ganhá-lo, mantê-lo ou merecê-lo. Não há amor mais puro.
Dr. Bowlby, um eminente psiquiatra que estudou os problemas de adolescentes infratores e crianças abandonadas, observou que mesmo as crianças maltratadas ainda amavam seus pais.

Um amor tão grande às vezes nos assusta. Temos medo de envolver-nos. Não há dúvidas que devemos atender imediatamente quando um filho diz "fome", "água", "susto", "cocô".

Mas as vezes nos acreditamos no direito, até mesmo na obrigação, de fingir que não ouvimos quando ele diz apenas "mamãe". Assim, muitas crianças são forçadas a pedir coisas que não precisam: infinitos copos de água, abrir a porta, fechar a porta, baixar a persiana, acender a luz, olhar debaixo da cama para comprovar que não há nenhum monstro...

Se vêem obrigados porque, se limitam-se a dizer a pura verdade: "Papai, mamãe, venham, preciso de vocês", não vamos.

Seu filho é corajoso

Você está fazendo algo no banco e entra um indivíduo com uma arma. "Silêncio, no chão, mãos na cabeça!". E você, sem pestanejar, se joga no chão e coloca as mãos na cabeça.
Você acha que uma criança de três anos faria isso? Nenhuma ameaça, nenhuma violência podem obrigar uma criança a fazer o que não quer. E muito menos deixar de chorar quando está chorando. Pelo contrário, a cada novo grito, a cada tapa, a criança chorará mais forte.

Milhares de crianças recebem, a cada ano, espancamentos e maus tratos em nosso país. "Chorava e chorava. Não havia maneira de fazê-lo se calar" é uma explicação frequente nesses casos. É o resultado trágico e inesperado de um comportamento normal: As crianças não fogem quando seus pais ficam com raiva, mas ficam mais próximos a eles, lhes pedem mais colo e mais atenção. O que faz com que alguns pais fiquem mais irritados ainda.

Os animais não se zangam com os filhos, nem os repreendem. Todos os motivos para gritar: tirar notas ruins, não voltar pro quarto, sujar paredes, quebrar um vidro, dizer mentiras... são exclusivos da nossa espécie, da nossa civilização. Há somente 10.000 anos atrás, havia muito pouca chance de se repreender os filhos. Portanto, na natureza, os pais gritam para seus filhos apenas para avisar de um perigo. E por isso o comportamento imediato e instintivo de correr para o pai ou a mãe que gritam, buscar refúgio em seus braços é tão intenso quanto seus pais estão com raiva.

Seu filho sabe perdoar

Silvia teve um acesso de raiva impressionante. Não queria tomar banho. Lutava, se contorcia, era impossível tirar a camiseta pela cabeça (por que fazem as golas tão estreitas?). Finalmente, sua mãe se deu por vencida. Lhe daremos banho amanhã, meu marido chega cedo; verão-se entre os dois.

Tão rápido quanto some a ameaça do banho, após secar as últimas lágrimas e uns soluços nos braços da mamãe, Silvia está como nova. Pula, corre, ri, parece mesmo esforçar-se para parecer simpática.
A mudança é tão brusca que surpreende sua mãe, que ainda ficará com raiva por algumas horas. "É possível? Olhe pra ela, não tem nada, era tudo história."

Não, não era história. Silvia estava muito mais zangada do que sua mãe; porém também sabe perdoar mais rapidamente. Silvia não é rancorosa. Quando papai chegar em casa, qual das duas se queixará? (" mamãe andou se comportando mal"...). O perdão das crianças é amplo, profundo, imediato, leal.

Seu filho sabe ceder

Jordi dorme no quarto que seus pais lhe designaram, na cama que seus pais compraram, com o pijama e os lençóis que seus pais escolheram. Se levanta quando eles lhe chamam, coloca as roupas que lhe indicam, toma o café da manhã que lhe dão (ou não toma), coloca o casaco e deixa subirem o capuz por que sua mãe sente frio e vai a escola que seus pais escolheram e fica o tempo definido pela direção da escola.
Uma vez lá, escuta quando lhe falam, fala quando lhe perguntam, vai para o pátio quando lhe indicam, desenha quando lhe ordenam, canta quando tem que cantar. Quando chega a hora (quer dizer, quando a professora lhe diz que é a hora), virão buscá-lo para comer algo que outra pessoa comprou e cozinhou, sentado em uma cadeira que já estava ali antes dele nascer.

No caminho, ao passar na frente de um quiosque, pede um "tontanchante", "a porcaria que é pegajosa e um pouco nojenta" e que todos de sua turma já tem. "Vamos Jordi, temos pressa. Não vê que isso é um lixo?", "Eu quero um totanchante, eu quero, eu quero!". Temos uma crise.

Mamãe está confusa. A porcaria é barata, mas, já lhe disse não. Não será ruim voltar atrás? Será errado deixar Jordi sair-se com essa? Não dizem todos os livros, todos os especialistas que é necessário manter a disciplina, que as crianças tem que aprender a lidar com as frustrações, que temos que impor limites para que não se sintam perdidos e infelizes? Claro, claro, não o deixe sair sempre com essa. Se lhe compra esse "tontanchante", senhora, seu filho começará uma carreira criminal que o levará ao reformatório, às drogas e ao suicídio.

Vamos falar sério, por favor. As crianças vivem em um mundo feito pelos adultos para os adultos. Passamos o dia e parte da noite tomando decisões por eles, moldando suas vidas, impondo nossos critérios. E quase sempre obedecem sem questionar, com um sorriso nos lábios, sem mesmo considerar se existem alternativas. Somos nós que nos "saímos com a nossa" cem vezes por dia, são eles que cedem. Tão acostumados que estamos com sua submissão que nos surpreende e as vezes nos assusta, o mínimo gesto de independencia. Sair-se de vez em quando com a sua, não só não traz qualquer dano como, provavelmente, é uma experiência imprescindível para seu desenvolvimento.

Seu filho é sincero

Como gostaríamos de ter um filho mentiroso! Que nunca diria em público "por que esta senhora é careca?" ou "por que esse senhor é negro?". Que respondesse "sim" quando lhe perguntamos se quer ir para a cama, em vez de responder "sim" a nossa pergunta retórica "Você acha que pode deixar todos os brinquedos atirados dessa maneira?"

Mas não temos. As crianças pequenas gostam de dizer a verdade. Levam anos para se remover esse "vício feio". E, nesse mundo de ilusão e dissimulação, é fácil confundir sua sinceridade com rebeldia ou teimosia.

Seu filho é um bom irmão

Imagine que sua esposa um dia chega em casa com um homem jovam e bonito e lhe diz: "Olhe, Manolo, ese é o Luis, meu segundo marido. A partir de agora viveremos os três juntos, e seremos muito felizes. Espero que você saiba compartilhar seu computador e seu barbeador. Como na cama de casal não cabe nós três, você terá agora uma cama para dormir sozinho. Mas eu continuo lhe amando do mesmo jeito." Você não acha que ficaria com um pouco de ciúmes?


Pois uma criança depende de seus pais muito mais do que um marido de sua esposa e, portanto, a chegada de um competidor representa uma ameaça muito maior. Ameaça que, as vezes abraçam tão forte seu irmãozinho que o deixam sem ar. Temos que admitir que as crianças a encaram com notável serenidade.


A educação não consiste em corrigir vícios, sim em desenvolver qualidades. E potencializá-las com nosso reconhecimento e nosso exemplo.


(Texto de Carlos Gonzales, publicado no blog O Mundo de Vicente)

sábado, 6 de agosto de 2016

Minimamente Feliz

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.


Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.


'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo. Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos.  Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.



Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes. Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'.

Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?



Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.


Leila Ferreira, jornalista


quarta-feira, 15 de abril de 2015

7 momentos prazerosos para viver em família

Você tem passado tempo suficiente com sua família? Se a resposta foi "não", saiba que mesmo em meio à correria do dia a dia é possível reservar algum momento para realizar atividades com essas pessoas tão queridas. Brincadeiras divertidas e dicas simples de Feng Shui, aromas e cores podem ajudar a estreitar os laços com os familiares, encurtar distâncias e ainda oferecer mais bem-estar para sua vida.

Abaixo você encontrará sugestões simples de colocar em prática para reunir a família em atividades nas quais todos podem participar e, principalmente, se divertir. Não importa se você não tem filhos ou se eles já estão chegando à adolescência ou vida adulta. Quando toda a família está reunida é possível resgatar um pouco da infância de cada um e explorar de forma divertida e bem humorada os encontros familiares.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

20 minutos bastam

Texto maravilhoso do blog Botõezinhos, que reproduzimos aqui:

"Todos nós amamos nossos filhos mais do que tudo no mundo. Nos seus primeiros anos nós os alimentamos para que eles crescam. O levamos ao médico para nos certificarmos de que eles estão sadios. Colocamo-os nas suas cadeirinhas do carro para garantir a sua segurança.

Mas uma das coisas mais importantes nos primeiros anos é o desenvolvimento da mente e do esírito. É neste momento que seu filho apremderá a amar e a confiar, a falar e a ouvir.

Depois dos dois anos de idade, estes ensinamentos ficam mais difíceis de serem aprendidos e ensinados. Confiar nas pessoas, cantar, dar risadas e fazer uso da linguagem são os pontos mais importantes na vida de uma criança.
 

Por isso estes ensinamentos precisam vir primeiro da mãe e do pai. Aqueles primeiros anos na vida de uma criança passam e você jamais poderá voltar no tempo. Por isso arrume tempo para criar um espaço silencioso e cheio de paz na sua casa, um cantinho em que você dedicará apenas 20 minutos para ler para seu filho. Coloque se flho no seu colo e leia para ele em voz alta.

As páginas de um livro são como umas "mini-férias", momentos especiais de intimidade e amor intenso. Não custa caro.....20 minutos bastam, assim como a carteirinha de uma biblioteca.
 
 
Ler para o seu filho é como depositar moedas de ouro na sua poupança. Este "valor" renderá frutos para uma vida inteira. Sua filha aprenderá, usará a sua imaginação e será uma menina forte que acredita em si mesma. Seu filho irá prosperar e retribuirá seu amor para sempre."


Não deixem de visitar o blog Botõezinhos, repleto de textos intensos que nos fazem refletir sobre a maternidade e a infância de uma forma muito especial. Para dicas de leitura com as crianças, visite nosso blog ou o maravilhoso Cuca de Gente Miúda. E facilite o acesso do seu filho aos livros: leve-o à Biblioteca Municipal, à biblioteca do SESC, participe - ou organize- Cirandas de Leitura, feiras de livros, sebos, bancas de revistas, incentive seu filho a trocar livros com os amiguinhos...



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Tire o pó... se precisar.

Tire o pó ... se precisar...
Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta,
assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR!

Tire o pó... se precisar...
mas você não terá muito tempo livre...
para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!

Tire o pó... se precisar...
mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos,
o vento agitando os cabelos, um floco de neve,
as gotas da chuva caindo mansamente....
- Pense bem, este dia não voltará jamais!

Tire o pó... se precisar....
mas não se esqueça que você vai envelhecer
e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora...
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!

"Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Semana Sem Telas - 29/04 a 05/05


(Texto do Instituto Alana)

A Semana Sem Telas (anteriormente Semana Desligue a TV) é uma comemoração anual em que crianças, famílias, escolas e comunidades desligam voluntariamente as telas e ligam a vida. Ao invés de depender de telas para se entreter, os participantes leem, sonham acordados, exploram, aproveitam a natureza e aproveitam a companhia da família e dos amigos.

A ideia da Semana Sem Telas não é apenas deixar de lado as telas por sete dias; é ser um gatilho para mudanças importantes no estilo de vida que trazem melhorias no bem-estar e na qualidade de vida durante todo o ano.No centro da Semana Sem Telas estão pais, professores e outras pessoas interessadas que se mobilizam para atividades locais e eventos ao redor do mundo. Organizar é divertido e fácil; nós criamos materiais para orienta-lo durante o processo e ajudar a promover a semana. 

Por que desligar as telas?
 
As telas vieram para ficar, mas isso não significa que as crianças precisem passar mais de 5h por dia em frente a elas. Pelo contrário. Nossas crianças seriam mais felizes e mais saudáveis se tivessem outras opções de lazer. Nós não estamos pedindo que você deixe de usar seu computador para trabalhar ou que pare de falar no telefone celular por uma semana. O objetivo da Semana Sem Telas é evitar o uso de telas para entretenimento, a fim de aproveitar o resto do mundo. As telas estão tão presentes em nossas vidas que diferenciar o que é entretenimento e o que é trabalho ou comunicação pode ser difícil. 

Na verdade, compreender o papel das telas em nossas vidas é um componente essencial da Semana Sem Telas. Se conversar, enviar mensagens e checar seu email do trabalho estiver interferindo com o tempo que deveria ser dedicado à família (incluindo refeições), é porque está na hora de repensar a maneira como você vem usando essas ferramentas. 

Você mãe, pai ou cuidador está interessado em comemorar a Semana Sem Telas?

1. Engaje a família. Quantos mais membros da família participarem, mais fácil e divertido será! Há razões de sobra pra ficar uma semana sem telas.

2. Conte a todo mundo que você vai ficar sem telas e convide os amigos. Divulgue no Facebook, twitter, email e blog.

3. Prepare-se para uma Semana Sem Telas incrível. Fazer o planejamento da semana é fundamental para que você não desista no meio do caminho. Pense com carinho no que vai fazer em cada um dos dias.

4. Comemore a Semana Sem Telas experimentando atividades diferentes! Nossa lista de 101 Atividades Sem Telas tem diversas sugestões de atividades divertidas.

5. Faça a Semana durar mesmo depois de acabar. A Semana Sem Telas é um período específico do ano, mas você pode aproveitar esse momento para refletir sobre maneiras de propiciar mais tempo sem telas na sua vida familiar. 
 
 
Não sabe o que fazer na Semana Sem Telas?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Não Subestime Seu Filho

As crianças precisam vivenciar experiências para se preparar para a vida adulta


A começar por mim, a maioria das mães que conheço são superprotetoras. Tenho que fazer um esforço imenso e intenso para não dar vida a esta característica que parece tão inerente a mim. Mas por que tanto esforço? Porque sei que a superproteção desprotege. Muitas vezes ao tentar ajudar um filho, ainda que com a melhor das boas intenções, acabamos por atrapalhá-lo.  Poupá-lo das responsabilidades e dificuldades da vida não me parece uma boa saída.

Vejamos alguns exemplos muito comuns na relação entre pais e filhos. E observe, isso traz consequências.

A criança pequena tenta subir no sofá. O esforço é tamanho que os pais se adiantam e a colocam sobre ele. Imediatamente ela desce e recomeça a tentar. Para nós, nem parece um desafio. Mas para ela é, e há inúmeras habilidades e competências que esta aparente pequena ação desenvolve.

A criança vai à escola e leva uma mochila. Em geral, nem faz ideia do que há dentro dela, pois os pais a poupam de tal responsabilidade. Sim, ela é pequena ainda, mas que tal arrumar a mochila juntos? Afinal, como saber cuidar das próprias coisas se ela nem sabe o que tem?

A criança traz a lição de casa, mas está cansada ou não sabe fazer. A mãe realiza em seu lugar. Como construir o conhecimento e a autonomia no lugar do outro? Impossível.

A criança brinca pela casa espalhando todos os brinquedos. A babá vem atrás arrumando tudo. Como compreender que as coisas precisam ser organizadas se aparentemente elas se auto-organizam?

A criança briga com o colega, os pais tomam as dores e vão resolver a situação. Como aprender a resolver problemas se ela nunca os resolve?



A criança não quer almoçar. Preocupada com a desnutrição, a mãe cede e lhe dá o que ela quer. Como saber lidar com a frustração se não a vivencia?

Sim, tendemos a poupar os filhos de sofrer, de se frustrar, de ter esforços e dificuldades na vida. Mas com isso impedimos muitos desenvolvimentos presentes e futuros.

Uma das maiores reclamações do mercado de trabalho é que os jovens chegam bem preparados, com conhecimentos, habilidades e competências desenvolvidas, mas emocionalmente muito fragilizados. Não sabem ser contestados, nem resolver problemas, nem enfrentar adversidades. São desorganizados, só fazem o que querem, dão ordens e ficam facilmente mal humorados quando impedidos os seus desejos. Acredite: isso começou na infância.

Uma dica? Não subestime o seu filho. Ele é bem mais capaz do que você pode imaginar. Contenha-se. Os processos precisam ser vividos por ele. Não assuma o seu lugar. Use o bom senso e possibilite experiências para ele crescer. Afinal, só aprendemos a fazer fazendo. E insisto: os desenvolvimentos de hoje servirão também para o seu filho de amanhã. Poupá-lo será sinônimo de fragilizá-lo.  O que você vai preferir?




domingo, 1 de abril de 2012

"Sem Pressa E Com Respeito"

Minha ‘quase-primeira-vez’ em uma escola foi aos quatro anos de idade. Digo ‘quase’, porque foi uma tentativa frustrada: após um dia de muito stress e choro, minha mãe, contrariando os palpites das professoras da escolinha – “é assim mesmo no começo, logo ela acostuma” –, preferiu seguir seu instinto, e adiou por mais um ano minha entrada na vida escolar. Só voltei a ir à escola no ano seguinte, já com cinco anos e meio, começando no que naquela época chamávamos de ‘pré-primário’ (ai ai, vou me sentir velha agora!).

Com pouco mais de cinco anos, ainda me lembro da sensação, ao vivenciar meu primeiro dia na escola: não digo que foi totalmente confortável, pois como já contei aqui em outras ocasiões, eu fui uma criança extremamente tímida, fechada no próprio mundo, e começar uma experiência totalmente nova, cercada de gente desconhecida, era sempre algo bastante trabalhoso. Mas tenho certeza que não ter sido deixada à minha própria sorte da primeira vez, quando demonstrei não estar preparada, fez toda a diferença para que, quando a hora chegou, eu me sentisse segura para encarar essa nova etapa da vida.

Quando eu era criança, a ‘adaptação’ da criança ao ambiente escolar praticamente não existia: a mãe chegava trazendo a criança pela mão, entregava-a na porta da escola, dava tchauzinho e voltava no final do período. Pronto, acabou-se. Se a criança chorasse, sentisse falta da mãe, de casa, não se adaptasse ao novo ambiente, às professoras, aos coleguinhas? Bem, fazia parte do pacote, e a vida era assim mesmo, com o tempo tudo se arranjava.

Hoje, a grande maioria das escolas já lança um olhar mais atencioso, menos endurecido, sobre a entrada das crianças na escola, sobre este início tão delicado e importante da vida fora dos limites da família. Já muito se fala sobre a importância da presença da mãe, do pai, da avó ou de um cuidador em quem a criança confie, para que a transição casa/escola seja suave, e a criança não se sinta perdida, sem referências.

Mesmo assim, ainda é coisa rara encontrar uma escola em que o tempo da criança seja respeitado de fato, seja ele qual for, sem qualquer tipo de padronização ou expectativa. Quando estava buscando uma escola para as minhas filhas mais velhas, alguns anos atrás, lembro-me que na maioria dos lugares que visitei eram listadas uma porção de regras relativas à adaptação, que era “livre, pero no mucho”: a mãe TEM que ficar aqui ou ali, a criança NÃO PODE fazer isso ou aquilo, o período MÁXIMO de adaptação é de tanto ou tanto tempo.

Não acredito em adaptação que coloque quaisquer tipo de limites pré-determinados, porque para que a coisa funcione respeitosamente, é preciso que a criança, e mais ninguém, determine o andamento do processo. No período de adaptação de Ana Luz e Estrela, não houve qualquer tipo de limitação prévia do tempo que eu estaria por perto, dentro da escola, acessível a elas para quando demonstrassem precisar da minha presença; elas ficavam livres para me procurar quando assim desejassem, sem cerceamento, e eu estava sempre em lugar de fácil acesso; se eu as escutava chorar, tinha toda liberdade para me colocar à disposição.

A adaptação delas na escola durou pouco mais de quinze dias. Enquanto eu ia e vinha da escola, aumentando gradativamente o tempo que passava fora e elas ficavam lá sozinhas, ouvi muitas e muitas vezes, de gente com quem conversava sobre o processo que estávamos vivenciando, comentários do tipo ‘mais do mesmo’: “ah, não fica tão por perto não, senão elas não se acostumam nunca!”, “é duro  no começo, mas a criança precisa passar por isso, não tem jeito!”, “se chorar um pouquinho, não tem problema, faz parte e logo passa”. Eu me perguntava: por que, meu deus, acreditamos sempre que os aprendizados têm que acontecer pela dor, e não pelo amor?

Nunca deixei minhas filhas chorando na escola. Nem mesmo um dia. É algo que vai contra tudo o que acredito e desejo para elas, na contramão de uma atitude respeitosa, amorosa, empática. A transição da casa para a escola é um momento importantíssimo na vida de uma criança: ela está ampliando seu universo, expandindo seu círculo afetivo, de confiança. É um rito de passagem que não pode e não deve ser feito atropeladamente, com tempo pré-determinado. Cada criança tem seu tempo para assimilar esta mudança, e este tempo deve ser respeitado, olhado com carinho e atenção.

Quando converso ou ouço falar sobre adaptação escolar, e escuto que deve ser feita “sem muita frescura”, como se o sofrimento da ruptura brusca fosse um mal necessário, penso em quantas transições desrespeitosas forçamos a nossas crianças, teoricamente para ‘prepará-los para a vida’: chorar sozinho no berço para não ‘acostumar mal’ no colo, consolar-se com uma chupeta enfiada na boca para não ‘depender’ do seio materno, dormir sozinho no quarto para não atrapalhar a vida dos pais, mamar em intervalos pré determinados para não ‘tiranizar’ a mãe – e isso é só o começo.

Por que, afinal, esforçamo-nos tanto para ensinar a nossas crianças que o mundo é um lugar inóspito e implacável, e que é preciso aprender o mais rápido possível a sobreviver nele, de preferência sem ajuda? Que tipo de geração futura estamos criando, ao enfiar desde cedo na cabeça de nossos filhos que precisar de acolhimento é fraqueza, que pedir apoio,colo e carinho é covardia, que desejar ser respeitado no próprio tempo e nas próprias capacidades e limitações é defeito, debilidade, derrota?

Eu prefiro ensinar a minhas filhas que o mundo, embora cheio de coisas desagradáveis e contraditórias, é antes de tudo um lugar bacana de se viver, cheio de gente boa com muito amor para dar, e que admitir as próprias dificuldades e pedir ajuda para superá-las não é fraqueza, é força. Seja na hora de ir para a escola, de dormir fora de casa pela primeira vez, de fazer a primeira viagem sem supervisão, seja em qualquer ‘primeiro’ ou ‘primeira’ da vida de minhas filhas, eu espero que elas se sintam sempre amparadas e seguras, certas de que têm com quem contar.

E que seja então como dizia o poeta: “se nada nos salva da morte, que pelo menos o amor nos salve da vida”*.

* Pablo Neruda
 
 
 
(Texto de Renata (Tata), publicado no Blog Mamíferas em 28 de março)