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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Tinta vermelha no cabelo?

Seu filho volta sujo da escola?

Tinta vermelha no cabelo? Tinta azul na calça jeans? Areia nos calçados? Manteiga de amendoim na camisa favorita? Meias brancas que mais parecem marrom? Mangas da camiseta um pouco úmidas?

Seu filho provavelmente. . .
-Trabalhou com um amigo;
-Criou uma obra-prima;
-Resolveu um problema;
-Aprendeu uma nova habilidade;
-Teve um grande momento;
-Desenvolveu uma nova linguagem;

Seu filho provavelmente não. . .
-Se sentiu  solitário;
-Ficou entediado;
-Fez tarefas repetitivas e sem graça;
-Ficou o dia inteiro sentado fazendo atividades no papel;

Você provavelmente. . .
-Pagou um bom dinheiro pelas roupas;
-Terá problemas para tirar as manchas das roupas;
-Está se perguntando se o professor não está prestando atenção suficiente em seu filho;

O professor do seu filho  provavelmente. . .
-Estava ciente das necessidades e interesses do seu filho;
-Gastou muito tempo planejando uma atividade desafiadora para as crianças;
-Incentivou as crianças a experimentarem coisas novas;
-Ajudou seu filho a desenvolver sua criatividade;
-Está preocupado que você possa estar preocupado;


Tente se lembrar de sua atividade preferida, quando você tinha apenas quatro anos de idade. Gostava de brincar ao ar livre com água e lama, e acabava sujando suas roupas? As crianças realmente aprendem quando estão ativamente envolvidos no jogo – e não quando alguém está apenas falando com eles. Há uma diferença entre  ”bagunça” e “falta de fiscalização”. O professor se certificou de que seu filho foi alimentado, aquecido, se ele tirou uma soneca, lavou as mãos depois de ir ao banheiro e antes de comer, e planejou as coisas divertidas para fazer, porque é assim que as crianças aprendem! Envie o seu filho para a escola com roupas que ele possa sujar! Separe as roupas mais velhas e já com manchas para ele vir para a escola, assim ele poderá sujar sem culpa. Envie uma muda extra de roupa, para que a professora possa trocá-lo após a bagunça, e assim ele estará limpo quando você buscá-lo na escola. Mantenha a calma. Lembre-se que em poucos anos eles serão adolescentes e vão se preocupar mais com as suas roupas e sua aparência. Mas as crianças precisam de tempo e liberdade para serem crianças…

 (Although not written by Lisa Murphy, this was shared with you by Lisa Murphy, Ooey Gooey, Inc. who found it a long time ago in the San Diego YMCA/CRS Newsletter, Summer 1996, who gave credit to OPTIONS Summer 1995 Newsletter.)


Link para o texto original: aqui!

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

"Seu filho é uma boa pessoa", por Carlos González

Quando uma mulher diz que seu marido é muito bom, provavelmente é um homem carinhoso, trabalhador, paciente, amável... No entanto, se uma mãe diz "meu filho é muito bom", quase sempre quer dizer que passa o dia todo dormindo, ou melhor, que "apenas come e dorme" (se um marido se comportasse assim o chamaríamos de preguiçoso). Os novos pais ouvirão dezenas de vezes (e logo repetirão) a piada óbvia; "¡Qué monos son... cuando duermen!".

E assim as estantes das livrarias, as páginas de revistas, as ondas do rádio, estão cheios de "problemas da infância": problemas de sono, problemas de alimentação, problemas comportamentais, problemas escolares, problemas com os irmãos... Parece que qualquer coisa que uma criança faça quando está acordada é um problema.

Ninguém nos diz que nossos filhos, mesmo quando estão acordados (principalmente quando estão acordados),  são pessoas maravilhosas; e corremos o risco de esquecer. Pior ainda, geralmente, o que chamam de "problemas" são, justamente, suas virtudes.

Seu filho é generoso

Marta brinca na areia com seu balde verde, sua pá vermelha e seu cavalinho. Uma criança um pouco menor, hesitante, senta ao seu lado e sem dizer nenhuma palavra se apodera do cavalo, momentaneamente sem ser percebido. Poucos minutos depois, Marta decide que que, na verdade, o cavalo é muito mais divertido do que o balde e o recupera rapidamente. Sem pensar duas vezes, a outra criança começa a brincar com o balde e com a pá. Marta espia de canto de olho e começa a questionar se sua decisão foi correta. O balde parece agora tão divertido!

Talvez a mãe de Marta ache que sua filha "não sabe compartilhar". Mas lembre-se que o cavalo e o balde são os bens mais preciosos de Marta, como o carro para você. E alguns minutos são uma eternidade para ela. Imagine agora que você para o carro e um estranho, sem dizer nada, leva-o. Quantos segundos levarão para que você comece a gritar e chame a polícia? Nossos filhos, não tenho nenhuma dúvida, são muito mais generosos com suas coisas do que nós com as nossas.

Seu filho não é interesseiro

Sergio acabou de mamar, não tem frio, nem calor, nem sede, não tem nada... mas, continua chorando. E agora, o que mais ele quer?

Ele quer você. Não a quer por comida, nem por calor, nem por água. Ele a quer por si mesma, como pessoa. Preferiria por um acaso que seu filho só lhe chamasse quando precisasse de algo? Preferiria que seu filho a chamasse só por interesse?

O amor de uma criança para seus pais é gratuito, incondicional, inabalável. Não é preciso ganhá-lo, mantê-lo ou merecê-lo. Não há amor mais puro.
Dr. Bowlby, um eminente psiquiatra que estudou os problemas de adolescentes infratores e crianças abandonadas, observou que mesmo as crianças maltratadas ainda amavam seus pais.

Um amor tão grande às vezes nos assusta. Temos medo de envolver-nos. Não há dúvidas que devemos atender imediatamente quando um filho diz "fome", "água", "susto", "cocô".

Mas as vezes nos acreditamos no direito, até mesmo na obrigação, de fingir que não ouvimos quando ele diz apenas "mamãe". Assim, muitas crianças são forçadas a pedir coisas que não precisam: infinitos copos de água, abrir a porta, fechar a porta, baixar a persiana, acender a luz, olhar debaixo da cama para comprovar que não há nenhum monstro...

Se vêem obrigados porque, se limitam-se a dizer a pura verdade: "Papai, mamãe, venham, preciso de vocês", não vamos.

Seu filho é corajoso

Você está fazendo algo no banco e entra um indivíduo com uma arma. "Silêncio, no chão, mãos na cabeça!". E você, sem pestanejar, se joga no chão e coloca as mãos na cabeça.
Você acha que uma criança de três anos faria isso? Nenhuma ameaça, nenhuma violência podem obrigar uma criança a fazer o que não quer. E muito menos deixar de chorar quando está chorando. Pelo contrário, a cada novo grito, a cada tapa, a criança chorará mais forte.

Milhares de crianças recebem, a cada ano, espancamentos e maus tratos em nosso país. "Chorava e chorava. Não havia maneira de fazê-lo se calar" é uma explicação frequente nesses casos. É o resultado trágico e inesperado de um comportamento normal: As crianças não fogem quando seus pais ficam com raiva, mas ficam mais próximos a eles, lhes pedem mais colo e mais atenção. O que faz com que alguns pais fiquem mais irritados ainda.

Os animais não se zangam com os filhos, nem os repreendem. Todos os motivos para gritar: tirar notas ruins, não voltar pro quarto, sujar paredes, quebrar um vidro, dizer mentiras... são exclusivos da nossa espécie, da nossa civilização. Há somente 10.000 anos atrás, havia muito pouca chance de se repreender os filhos. Portanto, na natureza, os pais gritam para seus filhos apenas para avisar de um perigo. E por isso o comportamento imediato e instintivo de correr para o pai ou a mãe que gritam, buscar refúgio em seus braços é tão intenso quanto seus pais estão com raiva.

Seu filho sabe perdoar

Silvia teve um acesso de raiva impressionante. Não queria tomar banho. Lutava, se contorcia, era impossível tirar a camiseta pela cabeça (por que fazem as golas tão estreitas?). Finalmente, sua mãe se deu por vencida. Lhe daremos banho amanhã, meu marido chega cedo; verão-se entre os dois.

Tão rápido quanto some a ameaça do banho, após secar as últimas lágrimas e uns soluços nos braços da mamãe, Silvia está como nova. Pula, corre, ri, parece mesmo esforçar-se para parecer simpática.
A mudança é tão brusca que surpreende sua mãe, que ainda ficará com raiva por algumas horas. "É possível? Olhe pra ela, não tem nada, era tudo história."

Não, não era história. Silvia estava muito mais zangada do que sua mãe; porém também sabe perdoar mais rapidamente. Silvia não é rancorosa. Quando papai chegar em casa, qual das duas se queixará? (" mamãe andou se comportando mal"...). O perdão das crianças é amplo, profundo, imediato, leal.

Seu filho sabe ceder

Jordi dorme no quarto que seus pais lhe designaram, na cama que seus pais compraram, com o pijama e os lençóis que seus pais escolheram. Se levanta quando eles lhe chamam, coloca as roupas que lhe indicam, toma o café da manhã que lhe dão (ou não toma), coloca o casaco e deixa subirem o capuz por que sua mãe sente frio e vai a escola que seus pais escolheram e fica o tempo definido pela direção da escola.
Uma vez lá, escuta quando lhe falam, fala quando lhe perguntam, vai para o pátio quando lhe indicam, desenha quando lhe ordenam, canta quando tem que cantar. Quando chega a hora (quer dizer, quando a professora lhe diz que é a hora), virão buscá-lo para comer algo que outra pessoa comprou e cozinhou, sentado em uma cadeira que já estava ali antes dele nascer.

No caminho, ao passar na frente de um quiosque, pede um "tontanchante", "a porcaria que é pegajosa e um pouco nojenta" e que todos de sua turma já tem. "Vamos Jordi, temos pressa. Não vê que isso é um lixo?", "Eu quero um totanchante, eu quero, eu quero!". Temos uma crise.

Mamãe está confusa. A porcaria é barata, mas, já lhe disse não. Não será ruim voltar atrás? Será errado deixar Jordi sair-se com essa? Não dizem todos os livros, todos os especialistas que é necessário manter a disciplina, que as crianças tem que aprender a lidar com as frustrações, que temos que impor limites para que não se sintam perdidos e infelizes? Claro, claro, não o deixe sair sempre com essa. Se lhe compra esse "tontanchante", senhora, seu filho começará uma carreira criminal que o levará ao reformatório, às drogas e ao suicídio.

Vamos falar sério, por favor. As crianças vivem em um mundo feito pelos adultos para os adultos. Passamos o dia e parte da noite tomando decisões por eles, moldando suas vidas, impondo nossos critérios. E quase sempre obedecem sem questionar, com um sorriso nos lábios, sem mesmo considerar se existem alternativas. Somos nós que nos "saímos com a nossa" cem vezes por dia, são eles que cedem. Tão acostumados que estamos com sua submissão que nos surpreende e as vezes nos assusta, o mínimo gesto de independencia. Sair-se de vez em quando com a sua, não só não traz qualquer dano como, provavelmente, é uma experiência imprescindível para seu desenvolvimento.

Seu filho é sincero

Como gostaríamos de ter um filho mentiroso! Que nunca diria em público "por que esta senhora é careca?" ou "por que esse senhor é negro?". Que respondesse "sim" quando lhe perguntamos se quer ir para a cama, em vez de responder "sim" a nossa pergunta retórica "Você acha que pode deixar todos os brinquedos atirados dessa maneira?"

Mas não temos. As crianças pequenas gostam de dizer a verdade. Levam anos para se remover esse "vício feio". E, nesse mundo de ilusão e dissimulação, é fácil confundir sua sinceridade com rebeldia ou teimosia.

Seu filho é um bom irmão

Imagine que sua esposa um dia chega em casa com um homem jovam e bonito e lhe diz: "Olhe, Manolo, ese é o Luis, meu segundo marido. A partir de agora viveremos os três juntos, e seremos muito felizes. Espero que você saiba compartilhar seu computador e seu barbeador. Como na cama de casal não cabe nós três, você terá agora uma cama para dormir sozinho. Mas eu continuo lhe amando do mesmo jeito." Você não acha que ficaria com um pouco de ciúmes?


Pois uma criança depende de seus pais muito mais do que um marido de sua esposa e, portanto, a chegada de um competidor representa uma ameaça muito maior. Ameaça que, as vezes abraçam tão forte seu irmãozinho que o deixam sem ar. Temos que admitir que as crianças a encaram com notável serenidade.


A educação não consiste em corrigir vícios, sim em desenvolver qualidades. E potencializá-las com nosso reconhecimento e nosso exemplo.


(Texto de Carlos Gonzales, publicado no blog O Mundo de Vicente)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

7 momentos prazerosos para viver em família

Você tem passado tempo suficiente com sua família? Se a resposta foi "não", saiba que mesmo em meio à correria do dia a dia é possível reservar algum momento para realizar atividades com essas pessoas tão queridas. Brincadeiras divertidas e dicas simples de Feng Shui, aromas e cores podem ajudar a estreitar os laços com os familiares, encurtar distâncias e ainda oferecer mais bem-estar para sua vida.

Abaixo você encontrará sugestões simples de colocar em prática para reunir a família em atividades nas quais todos podem participar e, principalmente, se divertir. Não importa se você não tem filhos ou se eles já estão chegando à adolescência ou vida adulta. Quando toda a família está reunida é possível resgatar um pouco da infância de cada um e explorar de forma divertida e bem humorada os encontros familiares.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

20 minutos bastam

Texto maravilhoso do blog Botõezinhos, que reproduzimos aqui:

"Todos nós amamos nossos filhos mais do que tudo no mundo. Nos seus primeiros anos nós os alimentamos para que eles crescam. O levamos ao médico para nos certificarmos de que eles estão sadios. Colocamo-os nas suas cadeirinhas do carro para garantir a sua segurança.

Mas uma das coisas mais importantes nos primeiros anos é o desenvolvimento da mente e do esírito. É neste momento que seu filho apremderá a amar e a confiar, a falar e a ouvir.

Depois dos dois anos de idade, estes ensinamentos ficam mais difíceis de serem aprendidos e ensinados. Confiar nas pessoas, cantar, dar risadas e fazer uso da linguagem são os pontos mais importantes na vida de uma criança.
 

Por isso estes ensinamentos precisam vir primeiro da mãe e do pai. Aqueles primeiros anos na vida de uma criança passam e você jamais poderá voltar no tempo. Por isso arrume tempo para criar um espaço silencioso e cheio de paz na sua casa, um cantinho em que você dedicará apenas 20 minutos para ler para seu filho. Coloque se flho no seu colo e leia para ele em voz alta.

As páginas de um livro são como umas "mini-férias", momentos especiais de intimidade e amor intenso. Não custa caro.....20 minutos bastam, assim como a carteirinha de uma biblioteca.
 
 
Ler para o seu filho é como depositar moedas de ouro na sua poupança. Este "valor" renderá frutos para uma vida inteira. Sua filha aprenderá, usará a sua imaginação e será uma menina forte que acredita em si mesma. Seu filho irá prosperar e retribuirá seu amor para sempre."


Não deixem de visitar o blog Botõezinhos, repleto de textos intensos que nos fazem refletir sobre a maternidade e a infância de uma forma muito especial. Para dicas de leitura com as crianças, visite nosso blog ou o maravilhoso Cuca de Gente Miúda. E facilite o acesso do seu filho aos livros: leve-o à Biblioteca Municipal, à biblioteca do SESC, participe - ou organize- Cirandas de Leitura, feiras de livros, sebos, bancas de revistas, incentive seu filho a trocar livros com os amiguinhos...



segunda-feira, 13 de maio de 2013

Tire o pó... se precisar.

Tire o pó ... se precisar...
Mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta,
assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR!

Tire o pó... se precisar...
mas você não terá muito tempo livre...
para beber champanhe, nadar na praia (ou na piscina), escalar montanhas,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!

Tire o pó... se precisar...
mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos,
o vento agitando os cabelos, um floco de neve,
as gotas da chuva caindo mansamente....
- Pense bem, este dia não voltará jamais!

Tire o pó... se precisar....
mas não se esqueça que você vai envelhecer
e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora...
E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!!!

"Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida."

(Autor Desconhecido)