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domingo, 26 de fevereiro de 2017

8 Maneiras Simples De Fazer Seu Filho Sorrir

Basta uma luz fraquinha em um quarto escuro para que suas mãos comecem lentamente a voar. Aos poucos, seus pássaros de sombra batem as asas mais velozmente e seu filho, encantado, joga a cabeça para trás e solta aquele riso gostoso, ingênuo e verdadeiro, como só as crianças sabem dar. Ele está feliz ao seu lado, e, por alguns segundos, sua vontade é de congelar o tempo.

Um sorriso não é apenas o sinal de que seu filho está bem, é a prova mais concreta de que ele sabe o que é felicidade. E provocar essa sensação é fácil – bastam um pouco de criatividade, quase nada de dinheiro e algum tempo disponível.


Além de fazer seu filho sorrir, esses momentos preciosos o ajudarão a desenvolver importantes habilidades intelectuais, como noção de lógica e de causa e consequência. Ele ainda terá mais facilidade para fazer amizades, lidar com frustrações e, quando adulto, saberá conviver de forma pacífica e bem-humorada com as pessoas no ambiente de trabalho. O que não faz um sorriso...

* Conte um segredo no ouvido dele! Pode ser algo simples, como: vamos fazer pipoca doce! Mas só ele saberá o “plano”.

* Deixe-o dormir na sua cama de vez em quando.

* Ensine a ele uma brincadeira da sua infância. Vale passa-anel, amarelinha, bolinha de gude, rodar o pião etc.

* Façam uma coisa "proibida" juntos. Pode ser um sorvete antes do almoço, um banho demorado, pizza no sofá da sala, raspar a panela de brigadeiro...



* Enquanto vocês esperam a comida chegar à mesa do restaurante, que tal brincar de "proibido rir ou piscar"? Fiquem olhando bem nos olhos um do outro. Quem sorrir ou piscar os olhos primeiro, perdeu! A gargalhada é garantida e essa é uma ótima desculpa para ficar olhando bem de pertinho para o seu filho, não é mesmo?

* Sabe aquela tarde chuvosa de verão? Ela é perfeita para um banho de chuva. Corram, brinquem e pulem juntos!

* Façam guerra de travesseiros naquela noite em que todos estão sem sono. Escolha uns bem macios e deixe a bagunça tomar conta do quarto.


* É muito difícil de acontecer, quase impossível, mas se nenhuma das dicas anteriores der certo, apele para as coceguinhas. Pode ser na barriga, embaixo do braço, nos pés e no pescoço. Ele não vai resistir e soltará aquela gargalhada que você adora!



(Fonte: Revista Crescer)

sábado, 6 de agosto de 2016

Minimamente Feliz

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.


Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.


'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', sou adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo. Alguns crescem esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos.  Agora, se descobre que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.



Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes. Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'.

Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?



Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades.Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.


Leila Ferreira, jornalista